Gilberto  -  LUCAS MERÇON / FLUMINENSE
Gilberto LUCAS MERÇON / FLUMINENSE
Por O Dia

Foram seis meses tendo de conviver com dor no joelho direito quase diariamente, sem treinar com os companheiros, muito menos jogar pelo Fluminense.  Seguindo o tratamento convencional, sem necessidade de cirurgia, Gilberto poderia retornar no início do ano, mas voltou a sentir o problema na pré-temporada. A indefinição cresceu, até que ele finalmente começou a treinar com os companheiros e, enfim, pôde estrear em 2019 na vitória por 2 a 0 sobre o Bangu, na última sexta-feira. Alívio e emoção para o lateral, que será titular novamente nesta terça-feira, contra o Antofagasta (Chile) pela Copa Sul-Americana.

"Na semana contra o Bangu, não senti nada de dor. Quando fui para a concentração, parecia que era tudo novo. Seis meses é muito tempo. Quando acordei pela manhã (do jogo) eu me emocionei. Chorei. Parecia um sonho. Graças a Deus pude jogar", comemorou Gilberto, que não entrava em campo desde 25 de agosto, na partida contra o Cruzeiro pelo Brasileiro.

 Apesar de estar de volta, a comissão técnica tricolor ainda prega cuidado com Gilberto. Há grande preocupação que as dores possam retornar e seguir atrapalhando a carreira. Em função disso, o técnico Fernando Diniz optou por esperar mais alguns dias para escalá-lo, apesar do pedido do lateral para pelo menos ficar no banco na final da Taça Guanabara contra o Vasco.

"Eu fiquei a semana toda sem dor no joelho, o que era difícil. Então, pedi ao Diniz para jogar contra o Vasco, queria que ele me levasse, estava me sentindo bem. Ele pediu para eu esperar um pouco, para que eu ficasse tranquilo. Que eu poderia estrear na semana seguinte de forma mais tranquila. Até fiquei um pouco nervoso, mas deu certo. Confiei", revelou Gilberto, que ainda contou qual foi o momento mais difícil nesses seis meses sem jogar.

 "Foi a fase em que eu estava de muleta. Voltava para a musculação, treinava e sentia dor. Aí o médico pedia para voltar a usar muleta. Isso era sufocante. Eu não moro com a minha mãe, mas quando chegava na casa dela dessa maneira ela ficava muito triste. Isso era doloroso demais".

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