Em despedida, Fernando Diniz evita confronto com Celso Barros: 'Eu agradeço a quem merece'

Treinador foi demitido na manhã desta segunda-feira por conta dos resultados negativos no Brasileirão

Por O Dia

Fernando Diniz
Fernando Diniz -
Rio - Após ser anunciado a demissão de Fernando Diniz do Fluminense na manhã desta segunda-feira, o técnico convocou uma entrevista coletiva durante a parte da tarde em um hotel na Barra da Tijuca. Perguntado sobre a boa relação de trabalho com os jogadores, o técnico fez questão de agradecer a todos e disse que acredita em uma reação da equipe, que no momento está na zona de rebaixamento do Brasileiro. O Tricolor das Laranjeiras volta a campo na quinta-feira contra o Corinthians, válido pela Sul-Americana.
"Sou grato aos jogadores, tivemos uma relação intensa. Eles têm condições de jogar futebol. Talvez a minha saída diminua a pressão. Acredito que o time vai decolar no Brasileiro e passar na Sul-Americana", disse o ex-treinador do Fluminense, Fernando Diniz.
Questionado sobre a mentalidade baseada em resultados no Brasil, Diniz acredita que é um dos principais motivos para a falta de progresso do futebol brasileiro. Além disso, o técnico falou sobre a diferença do seu estilo de jogo para as equipes que foram rebaixadas em 2018.
"É uma das coisas que atrasa, sim. Achar que se fizer as coisas de qualquer jeito vão ganhar... Os quatros rebaixados no ano passado jogaram de uma maneira completamente diferente da que eu jogo", afirmou.
Sobre o vice-presidente do clube, Celso Barros, Fernando Diniz negou que o dirigente tenha atrapalhado o desempenho do Fluminense dentro de campo, mas acredita que ficou claro a desaprovação sobre a sua forma de trabalhar.
"Não atrapalhou o meu trabalho porque os jogadores seguiram bem. Ninguém conseguiu atrapalhar, a gente seguiu jogando bem. A gente eliminou o Peñarol, do Uruguai, fizemos excelente partida contra o Inter, de Porto Alegre. Jogamos bem contra o Atlético Mineiro. Se você me pergunta frontalmente sobre as declarações, ficou nas entrelinhas que o desejo dele é que o trabalho fosse interrompido logo no início da passagem dele. Eu agradeço quem trabalha junto, e o Mário Bittencourt trabalha junto, rema junto", concluiu.

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