Fred destaca importância do Carioca antes de retornar ao Fluminense: 'Especial'

Atacante, de 36 anos, está de volta ao clube das Laranjeiras

Por Lance

Fred
Fred -
Rio - A aguardada reestreia de Fred com a camisa do Fluminense vai finalmente se concretizar, neste domingo, às 19h, quando o time entrar em campo no Nilton Santos para encarar o Volta Redonda. Na véspera da partida válida pela quarta rodada da Taça Rio, o camisa 9 concedeu entrevista coletiva virtual no CT Carlos Castilho e fez questão de ressaltar a importância da competição.

"O Campeonato Carioca é importante para qualquer time. O Carioca é especial para qualquer equipe, mesmo que alguns tentem desmerecer. Pode não ter a importância de um Brasileiro, mas tem o peso de derrubar um treinador ou de desestabilizar o ambiente dentro de um grupo. Podemos buscar a ponta geral contra o Volta Redonda amanhã, o que pode nos dar maior tranquilidade. Vamos dar a vida e estamos confiantes. Sabemos que não vai ser fácil, mas estamos confiantes que vamos conseguir uma grande vitória ", disse o atacante.

Fred garantiu estar preparado fisicamente, mesmo após o longo período afastado da bola e de partidas oficiais. Ainda não seja o retorno sonhado por ele, sem a presença do público, deixou claro que tem sido difícil conter a ansiedade de voltar a vestir a camisa tricolor.

"Estou muito motivado e ansioso para essa estreia. O Odair perguntou se gostaria de participar desse primeiro jogo pelo longo tempo sem tocar na bola em um jogo oficial. Tenho certeza que tudo vai dar certo, a começar por esse jogo em que vamos buscar uma vitória muito importante para nossa classificação. Consegui treinar bem esses dias com bola. O Flu já vinha fazendo um trabalho de preparação em casa muito bem elaborado, do qual participei por dez dias. Acho que ninguém vai estar nas condições ideais, mas a partir do momento que entramos em um jogo oficial com a camisa do Flu temos que dar o melhor. Acho que a parte técnica vai ser a maior dificuldade de todos, mas vamos adquirindo ao longo dos jogos", analisou.

Na partida contra o Voltaço, Fred terá a chance de assumiu o posto de maior artilheiro do Estádio Nilton Santos, marca que pertence a Loco Abreu, com 41 gols. O camisa 9 tricolor tem 39 gols em 58 jogos no local.

"Estou a dois gols do Loco Abreu para me igualar como o maior artilheiro do Nilton Santos. O principal objetivo é ganhar, depois queria fazer um gol no domingo para começar bem, mas agora tenho um objetivo extra que é igualar o Loco. Isso não pressiona só motiva. Quem sabe vou poder escrever um pedacinho da minha história no estádio que é também importante para gente. Jogamos boa parte dos jogos dos títulos brasileiro ali. Não abrimos mão do Maracanã que é nossa casa, mas vamos dar o melhor para ir bem no Nilton Santos também", projetou o ídolo tricolor.

Veja outras respostas de Fred na coletiva:

Carinho da torcida:

Eu vi que é diferente meu relacionamento com a torcida quando vi minha esposa que nao entende nada de futebol falando que era diferente quando eu colocava a camisa do Fluminense. Ela acompanha as minhas redes sociais e só vê tricolor mandando mensagens de carinho. Sempre deixei muito claro que o Flu é o lugar que mais me transformou como atleta e onde moldei meu caráter como ser humano por tudo que conquistei e pelas dificuldades que superei aqui dentro do clube. É o clube que tenho mais histórias e onde recebi mais apoio. Tenho certeza que vou poder retribuir mais uma vez com gols e vitórias. Fora de campo também estou 100% disponível para o clube.

Jogar junto com Nenê e Ganso

A preocupação maior é do Odair. Ele teve muito sucesso com Guerrero e D' Alessandro no mesmo perfil. O que temos que deixar claro é que com a idade não vamos ter a mesma performance física que tínhamos com 20 anos, mas podemos entregar bons resultados. O que ele pedir para a gente fazer e for o melhor para o grupo nós vamos fazer, seja jogar os três juntos, dois ou nenhum. Cada jogador, seja com 16 anos, como o Miguel, ou com 36 anos querem jogar e participar. Vamos nos adaptar a muitas coisas. Nosso elenco é jovem e veloz, muito forte também. Creio que vai ter um equilíbrio bom. Hoje no futebol é o ideal para tudo seja na tática, na combinação de características de jogadores. Ninguém quer ver o time jogando totalmente para frente ou totalmente recuado.

Análise da equipe:

Temos jogadores de dribles, muito rápidos como o peruano Fernando Pacheco , Wellington Silva, Marcos Paulo e Evanilson, que cheira a gol. Inclusive acho que podemos jogar juntos eu e Evanilson. Quando qualquer um vai formar um grupo, não adianta ter muitos jogadores rápidos e não ter um jogador que ache o espaço. Não adianta também não ter um cara que não faz gol. Mas também se tiver finalizadores que ninguém cria situações de gol não vai funcionar. O equilíbrio é o importante. Aqui temos uns cinco os seis jogadores que podem desequilibrar com dribles e arrancadas, bons finalizadores como o Evanilson e temos Nenê e Ganso, jogadores que pegam na bola e vão te achar. O comentário que fiz com o Odair é que acho que a bola vai chegar muito para mim. Vou me concentrar bastante para colocar a bola para dentro

O que impressionou no retorno:

Estava acostumado com as Laranjeiras e não tinha uma estrutura muito grande. Tínhamos o básico e o necessário. Quando cheguei no CT me impressionei com a estrutura. Três campos muito bons, academia equipada, fisioterapia. O que me chama atenção também é a relação de transparência entre diretoria, comissão técnica e jogadores. Está sendo uma coisa natural. Me chamou a atenção não só eu enxergar isso, mas todo mundo elogiando e comentando sobre isso no grupo. Essa estrutura de pessoas trabalhando intensamente com essa estrutura que o CT nos proporciona nos oferece muito para evoluir no dia a dia aqui. Está de igual para igual com qualquer clube no Brasil.


Corresponder às expectativas da torcida:

Eu estava sentindo falta dessa cobrança e desse peso. No Fluminense é diferente. Minha preparação se torna diferente também. me dedico mais. Sei que dentro de campo vai continuar a mesma coisa vão ter momentos bons e outros nem tanto. Mas vou dar o meu melhor sempre. Em momento algum tive medo de manchar a minha reputação aqui. É um atitude covarde deixar de estar no lugar que ama e que se sente bem para preservar uma história que já tem. Vejo diferente, como uma chance de escrever novos capítulos. Tenho confiança e fé em Deus que as coisas vão ser até melhores que as minhas passagens anteriores aqui

Ano ruim no Cruzeiro:

Tivemos um ano péssimo e as coisas que acontecem no ano de um atleta abrem ou fecham muitas portas. Nas campanhas coletivas ruins as portas mais se fecham. Quando paralisou o futebol brasileiro fui para a roça e fiquei próximo do meu pai. Até que meu preparador físico, o Chico, me falou para mudar de vida. Comecei a treinar a me cuidar. Nas redes sociais só via coisas positivas da torcida tricolor. Vi que era o único lugar que iria me resgatar novamente. A camisa 9 do Fluminense é diferente. Para mim é uma chance de ouro estar perto das pessoas que eu amo e em um clube que sempre sonhei encerrar a minha carreira e fazer parte da história pelo resto da minha vida

Como se enxerga na história do clube:

Não me enxergo assim tão grande. Vejo Assis, Washington e Romerito. Via como a torcida tinha um carinho grande por eles. Via o tamanho desses caras e nao conseguia me imaginar próximo deles na idolatria. A pesquisa entre tricolores me deixou emocionado e contente. Me fez enxergar como a torcida olha para mim. Aumentou a minha responsabilidade e meu amor pela torcida e pelo clube. Vou fazer tudo para corresponder ainda mais todo esse carinho. Deus está me dando mais uma chance de fazer o que mais amo, vestindo uma camisa que me deixa à vontade e representando uma torcida que me dá carinho e me dá a mão para ressurgir das cinzas. Tenho certeza que vamos dar continuidade a essa história maravilhosa

Frustração pela ausência de torcida:

Não tenho dúvidas de que se tivesse liberado a torcida que o estádio ia estar lotado porque foi assim em 2009 e em vários jogos. A nossa torcida por esse momento está louco para ver jogos, sair e acompanhar o clube. Vemos a movimentação e o carinho nas redes sociais, Não só no fluminense mas em vários clubes.

Riscos para os jogadores:

Quem é da área, fisiologistas, preparadores físicos falam que correr e uma coisa calçar a chuteira e outra. Treino e uma coisa e jogo e outro. Esse risco existe mas ja sai da nossa área de jogadores. Para nós e entrar em campo e dar o máximo. Fizeram algumas coisas para proteger como aumentar as substituições Foi um período curto e o risco aumenta bastante. Foi um período curto também pela parte humana. Mas estamos indo sem medo para dar uma alegria para os torcedores que estão nos acompanhando

Período fora do Flu:

Muitas não acontecem da maneira que a gente queria. Mas tenho fé em Deus e tenho certeza que sempre coloca o melhor caminho. Tenho certeza que foi obra de Deus que usou o Mario e convenceu meu coração. Tenho certeza que vai ser um período de alegorias como os oito anos que passei aqui. Agradeço a Deus por ter me proporcionado isso. Mesmo nos dias longe estava observando. Agora dou mais valor ainda a essa camisa e por esse ambiente e por tudo que e construído de fora para dentro. Isso e muito bacana e me motiva bastante

Camisa 9 e faixa de capitão:

A camisa 9 não pode ser aposentada nunca. Conversei com Evanilson se ele fazia questão da nove e qualquer coisa mudaria para a 99. Ele disponibilizou imediatamente e agradeço a ele pelo carinho. Nao sei o que o Odair vai optar quanto a capitão temos vários líderes como Muriel, Digão, Matheus Ferraz, Hudson. Jogadores que falam orientam e cobram nos treinos. Quem colocar a braçadeira vai representar bem. Não faço questão de número nem faixa de capitão mas estou disponível se precisarem. Ainda não conversei com o Odair sobre isso.

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