Matheus Pavuna será um dos atletas em ação no GP do Turris Invitational, marcado para o dia 14 de novembro, no Rio de Janeiro(Foto: Reprodução)

Uma das grandes promessas do Jiu-Jitsu no Rio de Janeiro, o jovem Matheus Pavuna, de 18 anos, acaba de ser confirmado no GP do Turris Invitational, evento que reunirá a elite das artes marciais no dia 14 de novembro, no Rio de Janeiro. Mas, para chegar aos bons resultados nos tatames e nas redes sociais, o lutador nascido em Duque de Caxias (RJ) precisou enfrentar uma maratona diária que começava muito antes do nascer do sol.
Quando tinha apenas 14 anos, o adolescente morava em Saracuruna, na Baixada Fluminense, e treinava no bairro do Méier, na Zona Norte carioca: “Eu saía de casa por volta das quatro horas da manhã para treinar e só chegava às onze da noite. Pegava o primeiro trem do dia. E não era uma vez por semana, era todo santo dia. Teve momentos em que eu pensava que aquilo não ia acabar nunca”, relembra Matheus, orgulhoso da própria origem.
No início, o Jiu-Jitsu era apenas uma brincadeira de criança, mas o talento nato logo despertou o desejo de competir profissionalmente. Sem recursos financeiros ou patrocínios na época, o grande investidor do seu sonho foi o seu pai. Diante das dificuldades para arcar com os custos de inscrições e viagens, o jovem percebeu que precisava criar a sua própria visibilidade para atrair apoio.
A grande virada de chave aconteceu ao conquistar o ouro duplo no Campeonato Sul-Americano. Ali, nasceu o seu bordão: “A ordem é pra pegar!”. A frase explodiu no TikTok e no Instagram, e Matheus Pavuna passou a ser reconhecido não apenas pelas medalhas, mas pela sua personalidade carismática.
“As pessoas começaram a parar para falar comigo, elogiar meu jogo. Aquilo, para mim, significava muito. A partir dali, continuei lutando para mostrar que, além da mídia, eu também estava ali para buscar resultados.”
Hoje, lutando pela equipe Checkmat e ostentando títulos de peso - como vice-campeonatos mundiais e o ouro no ADCC Open -, Matheus Pavuna se prepara para o GP do Turris Invitational com a certeza de que o sacrifício valeu a pena.
“Não importa quanto tempo vai demorar, o trabalho duro devolve. Hoje, se eu tivesse que voltar no tempo e passar por tudo aquilo novamente na madrugada, eu faria. Porque aquela é a minha origem”, garante o jovem atleta.