Atletas formados pelo Miratus se destacam em torneios de todo o mundo

As irmãs Lohanny e Luana Vicente são as principais revelações do projeto no Morro da Chacrinha

Por pedro.logato

Rio - Em quase 16 anos de existência, a Associação Miratus é a pioneira na formação de atletas de badminton no Brasil. As irmãs Lohanny e Luana Vicente, que atualmente treinam no Paulistano, são as principais revelações do projeto no Morro da Chacrinha. No ano passado, a dupla faturou a medalha de prata no Pan-Americano de Toronto, a primeira feminina na modalidade.

Além de principal formador de atletas, o Miratus é o papa-títulos das competições regionais e nacionais. No Brasil, são seis categorias: sub-11, 13, 15, 17, 19 e adulto. Pelo menos 15 nomes que representam a instituição estão entre os melhores do ranking.

As irmãs Lohanny e Luana Vicente são as principais jogadoras brasileiras Ernesto Carriço / Agência O Dia

Entre as principais conquistas estão mais de 20 títulos pan-americanos e 30 sul-americanos. No total, são 17 atletas do projeto beneficiados pelo Bolsa Atleta do Ministério do Esporte.

Mas, para Sebastião Oliveira, fundador do Miratus, o sucesso esportivo não é tudo: “Nós temos inúmeras vilas olímpicas no Brasil. E, se juntarmos o resultado de todas elas, não chega perto do que temos aqui. O melhor desempenho do Brasil no badminton vem daqui”, diz, citando as irmãs Lohanny e a Luana.

“É a melhor dupla do Brasil. Foram criadas aqui. E a melhor dupla mista vem daqui, assim como o melhor simples feminino é do Miratus <MC0>— e masculino também. O sucesso no Pan de Toronto também veio daqui. Vendo isso, eu fico pensando: por que não pode acontecer em outras comunidades? O meu compromisso, desde o início, é fazer com que essas crianças cheguem a algum lugar na vida e se tornem ídolos na comunidade. Exemplos a serem seguidos, assim como esse projeto”, afirma.

Pela primeira vez na história%2C o Brasil vai enviar atletas para a disputa do badminton nos Jogos Olímpicos. Ernesto Carriço / Agência O Dia

Além do sucesso esportivo, Sebastião também sonha expandir o projeto através de sua metodologia e capacitação profissional: “Quando se fala em legado olímpico, falamos de instalações de competições que ficaram para serem utilizadas. Na formação de base, não tem nada de investimento. Eu não vejo nenhum. No badminton não existe. Somente em alguns casos individuais”, diz.

Ele destaca que o Miratus tem o melhor desempenho no Brasil: “No Rio, só tem o Volta Redonda e mais um colégio municipal. Eles têm vontade de aprimorar os projetos, mas eu não tenho capacidade nesse momento de qualificá-los. Aqui temos infraestrutura e poderíamos trazer os professores do município para fazer a capacitação. Isso sim pode ser um legado para a base”.

BRASIL VAI ESTREAR NA OLIMPÍADA

O badminton é um esporte criado no século 19, na Índia. O objetivo do jogo é fazer com que a peteca toque na quadra adversária. Dessa forma o atleta, ou a dupla, precisa marcar 21 pontos para vencer uma das três parciais, sendo necessário abrir uma diferença de dois pontos. Em caso de empate, o jogo pode chegar no máximo aos 30 pontos.

A primeira vez em que a modalidade participou da Olimpíada foi em 92, em Barcelona. O Brasil fará sua estreia no esporte em 2016 e conta com nomes como as irmãs Lohanny e Luana Vicente e Ygor Coelho.

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