Esperanças ofensivas, Talles Magno e Marrony 'não se encontraram' no Vasco de Abel

A primeira 'decisão' do Cruz-Maltino acontece já no próximo dia 5, quando a equipe estreará na Copa Sul-Americana enfrentando o Oriente Petrolero, da Bolívia, em São Januário

Por Lance

Talles Magno
Talles Magno -
Rio - Principais atacantes do Vasco em 2019, Talles Magno e Marrony estão com funções diferentes neste início de temporada. Sob o comando de Abel Braga, os jovens têm atuado mais por dentro, com os laterais ocupando o corredor, local onde vinham jogando com Luxemburgo. Até agora, sem sucesso.

Apesar da alta posse de bola dos titulares nos dois jogos que fizeram até agora no Carioca - média de 61% - e do bom volume de passes trocados - 505 por partida -, a dupla não tem se encontrado em campo. Responsáveis por abastecer Cano no ataque, os dois trocaram pouquíssimos passes entre si.

Contra o Boavista, nesse sábado, foram apenas seis interações entre os dois, três de cada um. Cano, por sua vez, recebeu apenas quatro passes da dupla - três de Talles. Dos jogadores que atuaram mais de 45 minutos, o trio foi o que menos trocou passes no confronto pelo lado vascaíno.

A maior dificuldade dos dois tem sido na movimentação. Tentando as diagonais por dentro, ambos afunilam e dão de frente com marcações bem postadas e áreas congestionadas - principalmente contra os pequenos. Talles perdeu a posse 11 vezes no duelo com a equipe de Saquarema. Marrony, cinco. Isso porque os dois têm por característica a jogada individual e não o passe.

Em outros times, Abel Braga usou meias na função. D'Alessandro e Alex no Internacional, Sornoza e Scarpa no Fluminense e Diego e Éverton Ribeiro no Flamengo, são alguns exemplos. Meias de origem, com característica de criação através da aproximação e do passe, não da velocidade e da individualidade. O Vasco, hoje, não tem ninguém com essas qualidades no elenco.

A primeira 'decisão' do Cruz-Maltino acontece já no próximo dia 5, quando a equipe estreará na Copa Sul-Americana enfrentando o Oriente Petrolero, da Bolívia, em São Januário. Até lá, Abel terá trabalho para fazer sua promissora dupla 'conversar' dentro de campo.
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