Dorival justifica Juninho no banco e ignora gritos de 'burro' em derrota

Segundo técnico, se ele escalasse o veterano, o jogador não estaria em campo diante do São Paulo no domingo

Por rafael.arantes

Rio - O Vasco da Gama saiu de São Paulo com uma derrota. Tentando se recuperar do empate em casa com o Atlético-PR, os cariocas não tiveram forças para superar a Portuguesa no Canindé e teve Dorival Júnior muito criticado pela torcida por ter iniciado com Juninho Pernambucano no banco de reservas e por ter sacado o meia-atacante Willie no segundo tempo.

O treinador demonstrou tranquilidade ao analisar os casos durante a entrevista coletiva, sem se incomodar com a pressão feita pelos vascaínos que compareceram em bom número ao estádio na capital paulista. Segundo ele, a opção de deixar o veterano como suplente faz parte do planejamento da comissão técnica.

"A realidade é essa. Não vou poder contar com o Juninho em todas as partidas e vai ser assim até o fim. Se ele jogasse a partida toda hoje, não estaria em campo domingo (contra o São Paulo). Temos que saber trabalhar com ele, é fundamental. Tenho que saber contar com ele em momentos oportunos, dentro de casa, onde sua participação vai ser diferente", explicou o comandante vascaíno.

Dorival explicou escolha por deixar Juninho no bancoDivulgação

Já o caso envolvendo Willie gerou ainda mais revolta nos torcedores. O garoto contratado junto ao Vitória fazia grande partida e era a principal peça do Vasco para tentar furar a defesa da Portuguesa. Apostando em cruzamentos na área, porém, o treinador optou por sacar o jovem de baixa estatura para a entrada do grandalhão equatoriano Carlos Tenório nos minutos finais.

A alteração tirou a paciência da torcida, que passou todo primeiro tempo pedindo a entrada da Juninho Paulista e que aplaudiu Willie em diversos lances do confronto com os paulista. Assim que a substituição foi efetuada e depois do apito final do árbitro na derrota por 2 a 0, os gritos de "burro" para Dorival Júnior tomaram conta do setor reservado aos cariocas no Canindé.

"Não posso expor a equipe em demasia. Tenho que tentar um fato novo dentro de uma partida. Perdíamos e resolvi tirar um volante que vinha bem, o Fillipe (Soutto), com a colocação de mais um atacante (Edmilson), jogando o Marlone para dentro. Perdemos posse de bola e tomamos o gol. Quando substituição não dá certo, o treinador é mais visado sempre. Mas não me preocupo com isso, faço o que a consciência manda", sentenciou.

O Vasco agora jogará as duas próximas rodadas em casa. O time encara o São Paulo no domingo e o Vitória na quarta-feira. Para Dorival, os recentes tropeços não farão com que os jogadores enfrentem maior pressão dentro de casa.

"A cobrança seria a mesma se tivéssemos vencido (a Portuguesa). Eu também não estaria tranquilo, satisfeito. Estamos tentando encontrar um caminho, então que o torcedor ajude, participe muito mais com a equipe. Aquela meia dúzia que inicia uma vaia tem que ter mais cuidado, porque influencia o restante e aí ficaremos no meio do caminho", ressaltou o comandante.

E apesar dos resultados recentes, o técnico elogiou os jovens da equipe vascaína e pediu apoio para os jogos em São Jaunário. "Por incrível que pareça, eles não têm oscilado tanto, e sim feito jogos muito bons, crescido de produção. Os resultados infelizmente não acompanham, mas tem que ter paciência. Essa garotada é jovem, está sendo lançada ao mesmo tempo, por isso clamo que o torcedor abrace e ponha a equipe no colo. Somente a participação em massa em São Januário vai fazer com que tenhamos um pouco mais de força", afirmou.

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