A última cartada: Dinamite tenta prorrogar mandato no Vasco na Justiça

Presidente sofreu derrota no Conselho Deliberativo

Por fabio.klotz

Rio - Nem mesmo o adiamento das eleições para o dia 11 de novembro esfriou o clima político no Vasco. Horas depois de o Conselho Deliberativo ter vetado a prorrogação do mandato do presidente Roberto Dinamite, que acaba dia 19, o departamento jurídico, alegando seguir o estatuto, prometeu entrar com uma ação na Justiça, nesta sexta-feira de manhã, para mudar tal decisão.

Dinamite tenta prolongar mandato à frente do VascoMárcio Mercante

Enquanto 103 conselheiros votaram a favor de Dinamite, 113 optaram pelo encerramento de sua gestão. Com isso, o Conselho nomeou uma junta de transição para assumir o Vasco, a partir de terça-feira, formada por quatro integrantes: Silvio Godoi, Eduardo Rebuzzi, Jorge Luiz Morais e Alcídes Martins. Os dois primeiros foram indicados por Eurico Miranda e os dois últimos por Roberto Monteiro. Na visão do advogado do Vasco, Marcelo Macedo, colocar no comando pessoas ligadas aos dois candidatos à presidência, que teriam sido contra o adiamento do pleito e o recadastramento dos sócios, gera conflito de interesses.

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“Vamos entrar com uma ação judicial na manhã desta sexta-feira, pois temos opinião contrária a algumas coisas dessa junta. Por exemplo, existe um conflito de interesses colocar pessoas indicadas pelo Eurico Miranda e pelo Roberto Monteiro, que são candidatos à presidência e recentemente foram contra o adiamento do pleito. Nossa expectativa é que a gente tenha uma resposta da Justiça antes do dia 19”, disse Macedo, lembrando a data limite para a permanência do presidente no cargo.

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Caso Dinamite deixe o comando, outros setores devem sentir os efeitos da mudança política. No futebol, há uma grande chance de o diretor-executivo Rodrigo Caetano entregar o cargo na terça-feira. Ele foi procurado pelo O DIA, mas as ligações não completaram.

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Outro que pode deixar São Januário é o diretor-geral Cristiano Koehler, que preferiu manter a cautela.

“Até o dia 20 não vou falar sobre isso, pois não sei o que virá depois. Uma junta está para assumir e não sabemos quais vão ser as diretrizes depois. Não dá para falar”, declarou.

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