Por pedro.logato

Rio - Luan vive uma relação de amor com o Vasco, um caso antigo, e, para controlar a ansiedade, tenta esquecer o que há em volta para mirar somente no Botafogo. Mas, com 21 anos, o zagueiro, revelado nas divisões de base do clube, nunca esteve tão perto de alcançar um antigo sonho. Por mais que tente evitar seus pensamentos no que pode acontecer após o clássico de domingo, estar perto de conquistar o primeiro título fez um filme passar em sua cabeça.

“O Vasco sempre foi tudo para mim. É a minha primeira casa, onde cheguei criança e vivi minha juventude. Dos 13 aos 19 morei aqui em São Januário e presenciei muita coisa aqui dentro. Por isso, a única maneira de retribuir é vencendo o campeonato”, afirmou.

Luan está perto do primeiro título pelo VascoUanderson Fernandes

O início foi complicado quando Luan chegou à Colina em 2006. A distância da família, que mora até hoje em Vitória, no Espírito Santo, pesou e a saudade bateu forte. Até mesmo a nova rotina contribuiu para a sua formação dentro do clube.

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“Estudei aqui no Vasco. E, com 13 anos, foi difícil. Antes, eu tinha minha mãe por perto e ela fazia tudo. Esquentava comida, lavava roupa, me acordava. Aqui, eu que precisei fazer tudo sozinho, me enturmar e me dar bem com todos. Evolui como ser humano”, avaliou o zagueiro, que acrescentou:

“É por tudo isso que dou meu sangue e minha alma quando entro em campo para defender esse clube.”

Em 2012, Luan, então com 19 anos, ganhou a grande chance entre os profissionais e, com autoridade, conquistou seu espaço no time titular e no coração dos vascaínos. Em sua quarta temporada pelo Gigante, ele acumula experiências e já consegue frear o oba-oba antes da decisão. Nem mesmo a grande procura por ingressos por parte dos vascaínos parece ter contagiado o zagueiro.

“Conheço bem essa torcida, pois estou há nove anos aqui. Mas a festa é só deles, e do lado de fora. Dentro de campo é guerra e, com os pés no chão, vamos lutar muito pelo título”, completou.

TREINO FECHADO COM HORA EXTRA

Doriva não quer dar pistas e, com passar dos dias, tem aumentado o mistério em torno da escalação do time que entrará em campo na grande decisão de domingo. Nesta quarta-feira, em mais um treino de portões fechados para a imprensa e até mesmo para sócios do clube, o treinador não poupou os atletas e só encerrou a atividade já no início da noite.

A tática de treinos secretos foi adotada desde a primeira semifinal contra o Flamengo, há três semanas, a pedido da diretoria do Gigante. A comissão técnica, entretanto, gostou da determinação. Mas Doriva admitiu que na reta final da competição dificilmente conseguirá surpreender o adversário.
Para ele, a privacidade para trabalhar é o mais importante.

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