Para BlackRock, Brasil é opção de longo prazo

Gestora diz que continuará investindo nos mercados de dívida e de ações, dada a liquidez do mercado brasileiro ante emergentes

Por diana.dantas

São Paulo - O baixo crescimento econômico, as altas taxas de inflação, o potencial de redução de investimentos no setor de energia e a possibilidade de racionamento de energia elétrica são alguns dos desafios que o Brasil está passando este ano e que estão sendo monitorados pela BlackRock, uma das maiores empresas globais em gestão de ativos, com cerca de US$ 4,65 trilhões sob administração. Este cenário, no entanto, não desanima a gestora, que continua a explorar novas oportunidades para atender às necessidades dos investidores brasileiros, além de dar continuidade ao processo de contratação de funcionários para sua equipe no País.

De acordo com o Head da BlackRock responsável pela América Latina & Ibérica, Armando Senra, a gestora é um investidor de longo prazo no Brasil e continuará investindo nos mercados de dívida e de ações, dada a liquidez do mercado brasileiro ante outros emergentes. Ele ressalta que este cenário de incertezas tem contribuído para uma forte queda no preço dos ativos brasileiros, o que tem feito o Brasil aparecer no radar de alguns investidores globais. "O investidor está aguardando a resolução das incertezas de curto prazo antes de aumentar sua exposição para o Brasil", diz.

Senra explica ainda que as áreas de interesse sugeridas pela equipe de investimentos da BlackRock no Brasil são bancos e não financeiras. “Achamos que bancos estão bem posicionados para entregar resultados sólidos, apesar do ambiente de baixo crescimento. Estamos positivo sobre certas empresas não financeiras”, diz.

De acordo com Senra, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, está avançando com as políticas que, embora tenham efeito negativo no curto prazo, têm potencial de mudar a trajetória econômica do Brasil, favoravelmente, no longo prazo. “Acreditamos que o ministro está implementando os ajustes fiscais necessários para redirecionar a economia brasileira no sentido de um crescimento mais forte e com menor trajetória da inflação. No entanto, será necessário um nível mais amplo de compromisso dos líderes políticos para que essas medidas sejam bem sucedidas”, avalia.

O executivo acredita que o Brasil voltará a crescer em 2016 e ressalta que os investidores brasileiros não devem ficar “paralisados este ano”. “Os brasileiros podem usar essa janela para revisitar suas alocações e diversificar os investimentos fora do Brasil, aproveitando as oportunidades de crescimento e a política de estabilidade no exterior”, avalia.

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