Por parroyo

Em meio a uma agenda vazia de indicadores, a cautela prevaleceu nos mercados de todo o mundo com as tensões geopolíticas de volta ao radar dos investidores. No Brasil, o Ibovespa fechou em queda de 0,30%, aos 56.442 pontos, pressionado principalmente pelos papéis da Petrobras. Nesta quarta-feira, acontece o vencimento de opções sobre o Ibovespa e de índice futuro.

Após subir mais de 4% na segunda-feira, Petrobras PN devolveu parte da alta nesta terça-feira ao recuar 2,33%. À frente dos ganhos, CCR ON teve alta de 3,30%. Na outra ponta, MMX ON recuou 5,04%.

Entre os destaques dos resultados corporativos, o BB Seguridade apresentou avanço de 53,6% no lucro líquido do segundo trimestre, que somou R$ 845,4 milhões. A ação ordinária da companhia subiu 1,70%. A Itaúsa – holding que controla Itaú Unibanco, Duratex, Elekeiroz e Itautec - teve lucro líquido de R$ 1,79 bilhão no período, alta de 51,5% na comparação anual. Itausa ON subiu 0,62%.

Na avaliação do gestor de investimentos da Tov Corretora Pedro Alceu Cardoso, o Ibovespa poderia recuar até os 53 mil pontos em uma realização natural de lucros. “No entanto, a liquidez externa está impedindo esse movimento. A alta do Ibovespa no ano (de 9,58%) é artificial”, apontou.

Nos Estados Unidos, as bolsas encerraram com perdas em meio à notícia de que um comboio de ajuda humanitária russo segue para a Ucrânia mesmo contra a orientação de países ocidentais. O Dow Jones caiu 0,06%, o S&P recuou 0,16% e o Nasdaq teve queda de 0,27%.

Dólar

No mercado de câmbio, o dólar encerrou em leve alta de 0,18%, cotado a R$ 2,279 na venda. “A ausência de notícias de grande destaque fez com que a divisa trabalhasse estável durante quase todo o período vespertino do pregão, apresentando pequena volatilidade em função do baixo giro financeiro no mercado cambial”, apontou a corretora de câmbio Correparti, em nota.

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