Por parroyo

Após quatro altas seguidas, o Ibovespa protagonizou um pregão extremamente volátil nesta quarta-feira. Na falta de novas notícias sobre as eleições, rumores de que Dilma Rousseff (PT) estaria à frente de Aécio Neves (PSDB) nas pesquisas que serão divulgadas amanhã e boatos sobre possíveis denúncias envolvendo o tucano circularam durante todo o dia nas mesas de operação. O principal índice da Bovespa chegou a cair mais de 2%, mas ganhou algum fôlego na reta final da sessão e terminou em queda de 0,66%, aos 57.058 pontos. O giro financeiro foi de R$ 10,2 bilhões.

“De manhã vieram alguns boatos que as pesquisas estariam apontando Dilma à frente de Aécio por 52% a 45%. Logo em seguida, ouvimos essa história de que existiam denúncias sobre uma pessoa próxima ao Aécio a serem divulgadas pela imprensa a qualquer momento. No entanto, como a denúncia não foi confirmada, o índice diminuiu as perdas perto do fechamento”, apontou o operador da Renascença Corretora, Luiz Roberto Monteiro.

À frente dos ganhos, Cemig PN subiu 3,27%. Na outra ponta, Oi PN recuou 8,43%. Zeinal Bava renunciou ontem ao cargo de diretor-presidente da companhia e a diretoria designou o diretor de Finanças e de Relações com Investidores, Bayard Gontijo, para assumir provisoriamente o cargo. Entre as estatais, Petrobras PN caiu 1,70%. Banco do Brasil ON avançou 0,63% e Eletrobras ON teve queda de 2,095.

Ao contrário de hoje, o noticiário eleitoral será farto na quinta-feira: a ex-candidata à Presidência Marina Silva sinalizou que irá divulgar sua posição no segundo turno da disputa. É esperada ainda a divulgação dos primeiros levantamentos dos institutos Ibope e Datafolha. E o programa eleitoral recomeça na televisão, às 20h20m, com o mesmo tempo para os candidatos (10 minutos para cada um).

Além da falta de confirmação sobre as denúncias envolvendo Aécio, a divulgação da ata do comitê de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) às 15h contribuiu para amenizar a queda do Ibovespa. O tom mais conciliador (‘dovish’) evidenciado no relatório tranquilizou o mercado externo, que cogitava a possibilidade da sinalização do adiantamento da alta dos juros nos Estados Unidos. A autoridade monetária afirmou que a alta da taxa não precisa ser “necessariamente em breve”, o que afastou o sentimento de cautela e as bolsas norte-americanas passaram a operar no azul,refletindo de maneira positiva no mercado brasileiro.

“Os investidores entenderam que o Fed não terá pressa para subir os juros e isso acabou impulsionando os mercados acionários. Apesar dos sinais positivos da economia americana, os dirigentes parecem preocupados com a desaceleração global”, apontou a Guide Investimentos, em nota.

Nos Estados Unidos, os principais índices de Wall Street fecharam com fortes ganhos. O Dow Jones subiu 1,64%, o S&P avançou 1,75% e o Nasdaq teve alta de 1,90%.

Dólar

No mercado de câmbio, o dólar teve a quarta queda consecutiva ao recuar 0,68%, cotado a R$ 2,386 na venda em um movimento que reflete a expectativa de juro baixo por mais tempo nos Estados Unidos.

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