Após cinco sessões de queda, dólar volta a subir, cotado a R$ 3,13

Bolsa fecha estável com investidores de olho na articulação política em Brasília. Ação da Petrobras sobe 2,15%

Por parroyo

O dólar fechou em leve alta ante o real nesta terça-feira, interrompendo sequência de cinco quedas, após uma sessão marcada por volatilidade e sem a divulgação de indicadores econômicos que pudessem influenciar o rumo do mercado de câmbio.

A moeda norte-americana subiu 0,38%, cotada a R$ 3,134 na venda, após acumular perda de 3,65% nas cinco sessões anteriores.

A moeda norte-americana abriu os negócios em alta, mas o movimento perdeu força e o dólar oscilou entre leves altas e baixas ante o real. "O mercado está com poucos players por causa da volatilidade, então qualquer movimento um pouco fora da curva acaba afetando a cotação", disse o diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues.

No exterior, o dólar subia mais de 1%  em relação a uma cesta de moedas. Nos próximos dias, o mercado deve permanecer atento ao noticiário político local, à espera de novas sinalizações em relação aos avanços nas negociações do governo com o Congresso para aprovação das medidas de ajuste fiscal.

"Teve diminuição das pressões lá fora e aqui, mas o cenário ainda é volátil", disse o economista Silvio Campos Neto, da Tendências Consultoria.

Bolsa

O principal índice da Bovespa fechou estável nesta terça-feira, após sessão volátil, com o noticiário ligado à articulação política em Brasília no radar, enquanto o quadro externo também mostrou cenário sem tendência única.

O Ibovespa caiu 0,02%, aos 53.729 pontos. O volume no pregão somou R$ 5,9 bilhões. Agentes financeiros veem a melhora da governabilidade de Dilma Rousseff como essencial para a adoção de medidas fiscais consideradas necessárias para a retomada do crescimento e da confiança no país.

Petrobras respondeu por fatia relevante da indefinição, conforme permanecem dúvidas acerca da divulgação do balanço auditado da companhia. No encerramento, as ações da estatal subiram ao redor de 2%.

A pressão negativa veio particularmente do setor financeiro, com destaque para a queda de 3,95 de BB Seguridade, enquanto Vale contrabalançou, com forte avanço em meio à trégua na queda dos preços do minério ferro.

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