Petrobras dispara 5% e garante primeira alta do Ibovespa na semana

Índice sobe 0,38%. Avanço maior é ofuscado pela queda das ações dos bancos com expectativa por aumento da contribuição social sobre o lucro

Por parroyo

A Bovespa fechou em alta nesta quinta-feira pela primeira vez na semana, com a recuperação dos papéis da Petrobras e a disparada no setor de educação ofuscando a queda de ações de bancos, novamente afetadas por apreensões de investidores sobre potencial efeito no setor de eventuais medidas fiscais do esforço fiscal governo federal.

O principal índice da bolsa paulista fechou em alta de 0,38%, aos 55.112 pontos, após acumular queda de 4,1% nos três pregões anteriores. O volume financeiro na sessão somou R$6 ,9 bilhões.

Novas reportagens na mídia acerca de possível elevação da tributação de bancos e do fim do mecanismo de Juros sobre Capital Próprio dentro do universo de medidas visando o controle das contas públicas voltaram a pesar em papéis com fatia relevante no Ibovespa, minando o pregão na maior parte do dia.

Próximo do encerramento, contudo, a mineradora Vale recuperou o fôlego perdido no meio da tarde, quebrando uma longa sequência de perdas para somar-se aos ganhos da Petrobras e de ações de educação. O movimento garantiu o fechamento positivo do índice, mesmo com a deterioração do setor elétrico, pressionado pelas ações de geradoras entre as quais a Eletrobras, que teve grau de investimento retirado pela Moody's.

Destaques

Petrobras  experimentou uma trégua após três quedas seguidas, com as ordinárias fechando em alta de mais de 5%, com o noticiário incluindo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, sem citar fonte, segundo a qual a estatal assumirá formalmente o compromisso de praticar preços de mercado na venda de combustíveis.

Vale  estancou uma sequência de sete sessões de perdas, com as preferenciais avançando 2 por cento, apesar de novo declínio nos preços do minério de ferro para entrega imediata na China. Vale PNA caiu 13% nas sete sessões até a véspera.

Itaú Unibanco caiu 1,21%, Bradesco perdeu 1,72% e Banco do Brasil, cedeu 1,6%, novamente em meio à apreensão acerca do potencial efeito nos respectivos resultados se incluídas entre as medidas fiscais do governo federal a extinção do mecanismo de JCP e aumento na Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), conforme noticiado na mídia.

O mercado também aguarda para a próxima semana julgamento sobre a concessão da usina hidrelétrica de Jaguara, que a Cemig briga para prorrogar por mais 20 anos.

Ações de outras geradoras também fecharam em queda após a notícia da Aneel. A Reuters já havia publicado no final de abril que a Aneel não estava convencida de que o problema do déficit hídrico tenha o tamanho alegado pelas geradoras. CESP fechou em baixa de 4,27%.

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