Vista aérea da orla da Barra da Tijuca, na Zona Oeste: apartamentos situados próximos ao mar podem sofrer corrosão com a maresia - Divulgação
Vista aérea da orla da Barra da Tijuca, na Zona Oeste: apartamentos situados próximos ao mar podem sofrer corrosão com a maresiaDivulgação
Por Cristiane Campos

Construções novas ou antigas, que ficam próximas do mar, podem sofrer com um problema bastante comum: a maresia. E a corrosão estrutural, gerada pela oxidação ao longo dos anos, pode trazer sérias consequências, comprometendo a estrutura do prédio e, principalmente, colocando em risco a vida de quem frequenta ou mora no local.

O engenheiro David Gurevitz, diretor do Grupo Delphi e especialista em autovistoria predial, explica que a maresia é formada por gotículas de água salgada transportadas pelo ar que, em contato com estruturas e objetos metálicos, produzem corrosões e aceleram a ocorrência de mofo. "Em imóveis situados à beira-mar, os problemas estruturais são mais críticos. A corrosão estufa e quebra o concreto das edificações, levando danos à armação de ferro das vigas, lajes e colunas", diz o engenheiro.

Segundo ele, para evitar desgaste e rachaduras, uma ação simples e importante pode ser tomada pelos gestores e síndicos dos condomínios: pintar as paredes com produtos impermeabilizantes que evitem a penetração dos sais responsáveis pela oxidação. Outro cuidado a ser tomado é realizar autovistorias periódicas que possam detectar e prevenir os problemas.

"A autovistoria é importante justamente para prevenir a ocorrência de acidentes que possam causar danos físicos às pessoas e condomínios. Com o trabalho preventivo, podemos encontrar e corrigir não só os problemas gerados pela maresia, mas também muitos outros, como instalações elétricas inadequadas e vazamentos de gás", explica Gurevitz.

COMBATE AO MOFO

A maresia também intensifica o surgimento e o crescimento de mofo nos apartamentos. Nesse caso, não só a umidade, mas também as partículas de sujeira e demais substâncias presentes terminam por estragar objetos, como quadros e páginas de livros, criando crostas e nódoas difíceis de limpar e tratar. Para evitar o problema, o especialista orienta pintar o interior do apartamento com tintas que contenham fungicidas na composição.

Produtos desenvolvidos com a finalidade de sugar e reter a umidade presente no ar também são aconselhados. O giz de cera, por exemplo, consegue reter os líquidos e impedir que a umidade se instale no ambiente.

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