STF  - Rosinei Coutinho/SCO/STF
STF Rosinei Coutinho/SCO/STF
Por Marina Cardoso

O mercado carioca registrou queda de 6% nos preços de venda de apartamentos no mês passado em relação a abril de 2017. É o que mostra levantamento elaborado pelo Imovelweb (portal especializado no setor) e divulgado com exclusividade pelo DIA. O estudo registra que valores dos aluguéis também estão em tendência de baixa, que, em alguns casos, chega a 8% no mesmo período. Segundo o site, desvalorizações vêm sendo observadas desde janeiro de 2017.

Em linhas gerais, o levantamento apontou que os preços dos apartamentos no Rio caíram 3,8% nos últimos 12 meses, sem levar em conta a inflação. Em termos reais, no entanto, a desvalorização é maior: 6%. Em abril, o custo médio do metro quadrado na cidade era de R$ 5.986. Com o valor de venda cotado a R$ 21.693 por metro quadrado, o Leblon é o bairro mais caro da capital carioca.

Por regiões, a Zona Sul aparece no topo do ranking dos maiores preços do município do Rio de Janeiro. No mês passado, o valor médio era de R$ 13.540 por metro quadrado. Enquanto a Zona Oeste foi a região mais barata: em torno de R$ 3.343/m².

As reduções também foram sentidas nos preços das locações. A queda nos valores dos aluguéis em apartamentos de 65 m², dois dormitórios e uma vaga de garagem foi de 8% nos últimos 12 meses. Nesse exemplo especificamente, o valor cobrado era de R$ 1.530 em abril deste ano.

Na verdade, a retração do mercado foi generalizada: nos últimos 12 meses, 80% dos bairros analisados registraram baixa no preço. Aqueles cujos preços para locação mais caíram no ano foram Vila Isabel (14,6%), Maracanã (14,4%), Lagoa (13,8%) e Tijuca (12,2%).

Falta de segurança

De acordo com Mateo Cuadras, CEO do portal Imovelweb, um dos motivos para a desvalorização é a violência que atinge o Rio. "A grave crise da Segurança Pública, que assola a cidade como um todo, está tendo impacto nos valores dos imóveis no Rio. Porém, por ser uma região turística, com praias maravilhosas e guardiã de belas paisagens, a capital carioca ainda se mantém entre as mais valorizadas da América Latina", justifica.

Já o diretor da Precisão Administradora, Ricardo Chalfin, ressalta que, após uma forte valorização do setor no Rio, é natural o processo de desaceleração, o que leva o mercado a uma acomodação: "O mercado imobiliário é cíclico. Em função da 'queima de gordura' de 2015 a 2017, têm surgido boas oportunidades de compra, pois muitos proprietários não podem e não querem aguardar indefinidamente a demora de um aquecimento do cenário político e econômico".

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