Forro ganha destaque nos projetos de decoração

Especialistas auxiliam como investir no material para não ter erros

Por Marina Cardoso

Forro de gesso ganha destaque como item para decorar a casa com iluminação personalizada
Forro de gesso ganha destaque como item para decorar a casa com iluminação personalizada -

Rio - Seja na construção ou na obra de um imóvel, o processo costuma ser longo, cansativo e cheio de decisões. Uma delas é o projeto do forro a ser usado na residência. Se antes o item era utilizado apenas com a função de esconder a laje, telhado, instalações elétricas e tubulação de ar-condicionado, hoje o elemento alcançou o status de decoração por conta da função estética que exerce nos ambientes. Com tantas atribuições, a utilização não permite erros. 

Entre os materiais existentes, o gesso é o mais empregado nas decorações. “O material valoriza muito o ambiente e apresenta uma ótima relação custo-benefício para a obra”, explica o arquiteto Renato Andrade.

Conhecido como drywall, o forro de placas de gesso tem sido o sistema mais adotado nos projetos. “O sistema é reconhecido por resultar em uma obra limpa”, explica a arquiteta Érika Mello.

Com chapas de 12,5mm de espessura, 1,20m de largura e altura variável (1,80m ou 2,40m), que pode ser escolhida de acordo com o melhor aproveitamento do espaço, o sistema rentabiliza em aplicação rápida por conta do seu formato de parafusamento na estrutura metálica do forro.

“Além disso, outras vantagens do drywall estão relacionadas ao não aparecimento de trincas, mofo e aquele tom amarelado típico das plaquinhas de gesso”, acrescenta Érika. Com o drywall, segundo os especialistas, ainda é possível ampliar o isolamento acústico por meio de lã de vidro ou lã de rocha - decisão realizado pelo arquiteto especificador.

Há, ainda, a possibilidade do forro possibilitar trabalhar projetos de iluminação, que impacta diretamente na decoração do ambiente.

Molduras e as sancas

Segundos os arquitetos, as molduras, uma opção de decoração de gesso, perderam o status por conta dos desenhos rebuscados. “Ainda assim, elas continuam utilizadas, mas costumo dizer que elas precisam conversar com o projeto. Quando decidimos por sua utilização, sempre busco por opções diferentes no que diz respeito ao estilo e profundidade”, afirma Érika.

Já a sanca, outro tipo de moldura entre o teto e a parede e que pode ser usada em todos os cômodos da casa, é definidade por três tipos: invertida (que projeta a iluminação para cima), decorativa (configura-se em rebaixos com o objetivo de criar desenhos no forro e não tem propósito de iluminação) e sanca cortineiro (feita pela cobrir questões técnicas da obra, como duto de ar-condicionado ou vigas).

 

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