Especialista explica cuidados e manutenção de edifícios tombados

Antes de qualquer tipo de obra, o pedido deve ser analisado pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH)

Por Marina Cardoso

O Edifício Seabra 
por dentro
O Edifício Seabra por dentro -
Rio - No Rio, há uma grande quantidade de prédios e condomínios históricos. Entre eles, há imóveis que se tornaram museus, casas de exposição ou prédios comerciais. Porém, outros seguem como edifícios residenciais. Por conta disso, síndicos e moradores convivem com a necessidade constante de manutenção e cuidado com o condomínio. Mas e quando o prédio é um patrimônio tombado? A atenção deve ser redobrada, pois existem particularidades relacionadas à administração destes edifícios e algumas curiosidades. 
Quando os prédios são tombados ou preservados pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) antes de executar qualquer tipo de obra, mesmo as mais simples de manutenção, é fundamental que os responsáveis pela administração consigam uma autorização junto ao órgão.
A partir daí, o pedido de análise passa a ser analisado pelo IRPH e fica sujeito à aprovação ou não. Estas alterações valem tanto para unidades dos proprietários quanto para o condomínio. Além disso, as empresas
que executam esses serviços devem estar credenciadas.
Segundo Anna Carolina Chazam, gerente de gestão predial da Estasa, as regras são bastante rígidas. “Nenhuma reforma que mude qualquer detalhe da construção original pode ser realizada. A ideia é preservar integralmente a história daquele prédio”, explica. Os custos das obras são rateados na cota condominial.
Outra questão que diferencia é o IPTU. Como os serviços de manutenção de prédios tombados são, via de regra, bem mais caros, pode ocorrer a isenção do IPTU, de acordo com a situação. Para isso, é necessário passar por uma análise criteriosa. Dependendo da construção, o seguro predial também pode sofrer alterações, por isso é importante uma vista de um corretor para a realização adequada das cláusulas.
Alto custo de manutenção
Cláudia Duque, moradora de um condomínio em Botafogo, cujo o edifício é tombado, acredita que o grande problema de morar em prédios como esse é o alto custo.
“Apesar de achar lindo morar em um imóvel histórico, os gastos são imensos, por conta da manutenção. Por isso, se torna um fator negativo”, explica.
No edifício Seabra, no Flamengo, Zona Sul, onde Aline Santiago é síndica ela conta que há muitas dificuldades na manutenção do condomínio. “Existe obstáculo de encontrar mão de obra qualificada, e que quando encontramos é de elevado custo”, conta.
 

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