Síndicos investem em novas tecnologias e em ações devido ao aumento da violência

Procedimentos envolvem tecnologias e equipamentos, além de ações básicas para orientar os moradores

Por Marina Cardoso

Imóveis devem elaborar  um mapeamento nas áreas de vulnerabilidade e estabelecer bloqueios com procedimentos de abordagem
Imóveis devem elaborar um mapeamento nas áreas de vulnerabilidade e estabelecer bloqueios com procedimentos de abordagem -
Rio - O aumento da violência e a sensação de insegurança cada vez maior no Rio tem levado condomínios a redobrar os cuidados. Para combater ameaças e se precaver, os síndicos vêm investindo em novas tecnologias e equipamentos que prometem eliminar os riscos, além de ações básicas para orientar os moradores. 
Uma ferramenta que pode ser importante para resguardar os moradores é a implementação de um plano de segurança, que deve ser elaborado especialmente para o empreendimento por profissionais especializados e capacitados.
O Condomínio Villa Maggiore, na Zona Norte do Rio, por exemplo, optou por utilizar o acesso virtual em suas instalações. No acesso de moradores, há uso de biometria ou tag e controle de garagem.
Outro recurso é a contratação de consultoria de segurança. “O serviço da CIPA começa com detalhado diagnóstico de segurança do empreendimento, que mapeia os pontos fracos e as oportunidades de melhoria do local, levando em consideração todas as características do condomínio. Há treinamento para os funcionários”, explica Claudio Affonso, diretor de condomínio da CIPA. 
Outra medida é o sistema de vigilância integrado aos acessos: o prestador de serviço ou visitante, ao interfonar para a unidade, pode ser visto pelo morador por meio de uma tela próxima ao interfone, sendo útil principalmente para condomínios que não possuem portaria 24h. Há também sensores de presença e concertinas eletrificadas.
Ações para proteção 
Há, ainda, planos de segurança com ações básicas, como a fixação de cartazes e distribuição de circulares orientando porteiros e moradores sobre a importância de seguir corretamente o processo de identificação, seja na hora de receber visitas ou entregas. Mas, nem sempre isso é suficiente.
“Além de disponibilizar um manual de procedimentos com normas claras e contingências a serem seguidas, também orientamos ao síndico que envie o porteiro nas reuniões, geralmente mensais, que acontecem nos batalhões de polícia militar, com o objetivo de mantê-los atualizados sobre as técnicas e disfarces que os meliantes se utilizam para adentrar ao prédio”, afirma João Ferraz, gerente de negócios da Apsa.
O treinamento dos funcionários é fundamental como medida de prevenção para fazer frente à criminalidade. Uma das primeiras orientações é não sair da guarita ou recepção para atender a quem quer que seja. Somente permitir acesso quando tiver se certificado da autorização do condômino.
“Solicitar a apresentação de sua identificação e registrar todos os dados. É importante que a portaria esteja implantada com um alarme de pânico, que é um equipamento muito comum e de baixo custo, e que, quando é acionado, alerta a alguns pontos, inclusive a segurança pública”, conclui Ferraz.
 
 

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