Abelardinho gravou vídeo em que sugere manobra de Nisan, mas depois apagou das redes sociais - Reprodução internet
Abelardinho gravou vídeo em que sugere manobra de Nisan, mas depois apagou das redes sociaisReprodução internet
Por Jupy Junior
ITAGUAÍ – O vice-prefeito cassado de Itaguaí, Abeilard Goulart de Souza Filho (Abelardinho, PP), fez um vídeo que passou a circular nas redes sociais neste sábado (11) em que nega participação ou interferência para favorecer seu sogro. O agora ex-vice foi cassado pela Comissão Processante 001/2020, da Câmara Municipal, na madrugada de quinta (9) para sexta (10). Dos 17 parlamentares, apena um discordou do relatório do vereador Vinícius Alves (Republicanos): Alexandro Valença de Paula (Sandro da Hermínio, PP).
Abelardinho sugere no vídeo que a acusação é fruto de uma manobra política do ex-secretário municipal de Ordem Pública, Nisan Cesar dos Reis Santos. O ex-secretário e vereador pelo PSD falou com exclusividade a O DIA e rebateu o vídeo de Abeilard Goulart.
Publicidade
No vídeo, Abelardinho diz: “Em nenhum momento ajudei ou interferi. O ex-secretário de Ordem Pública procurou meu sogro para oferecer contrato de aluguel com essa empresa que venceu o [contrato] emergencial do lixo. Pode ter sido de caso pensado, porque esse ex-secretário é pré-candidato a prefeito. Confio na justiça. Tenho certeza que a verdade vai aparecer”.
Publicidade
Apesar de ter sido removido das redes sociais que Abelardinho mantém, o vídeo ainda circula por grupos de WhatsApp em Itaguaí.
TERRENO DA SOGRA
A denúncia de Helen de Oliveira Senna que motivou a criação da Comissão Processante na Câmara traz o seguinte fato: o terreno alugado para servir de estacionamento dos caminhões de lixo é de propriedade da sogra do então vice-prefeito de Itaguaí. Charlinho foi acusado de fraude em licitação na contratação emergencial da empresa coletora de lixo da cidade e Abeilard de favorecimento ilícito.
Publicidade
NISAN REBATE, JAILSON ENVIA NOTA
Vereador pelo PSD, Nisan comentou o vídeo de Abeilard desta forma: “Em primeiro lugar, não sou corretor de imóveis. Em segundo, nesse período, o responsável pelo contrato do lixo era o secretário Jailson [Barboza], da Agricultura, pois essa questão estava sob a responsabilidade dele”.
Jailson Barboza enviou a seguinte nota a O DIA: ““No que diz respeito aos serviços prestados pela Líbano, estavam deixando muito a desejar, não estavam coletando os resíduos em toda a cidade, como foi demonstrado inclusive em reportagens da época. O contrato com a Plural foi assinado em novembro ou dezembro. Em primeiro de janeiro, passou para a competência da Ordem Pública. Como Secretário de Meio Ambiente responsável pela coleta naquela época, me restava assinar o contrato analisado e julgado pela Secretaria de licitação para efetivação da prestação de serviço que é essencial e deve ser contínuo”.