Sobe para 50% os leitos de UTI ocupados na rede pública de Macaé

De acordo com o prefeito Dr. Aluízio dos Santos, dentro da lógica global epidemiológica, município está no caso de atenção

Por O Dia

Prefeito descarta lockdown no dia de hoje, mas considera adotar a medida se aumentar número de leitos de UTI ocupados
Prefeito descarta lockdown no dia de hoje, mas considera adotar a medida se aumentar número de leitos de UTI ocupados -
Macaé - A pandemia do coronavírus em Macaé fez com que os leitos de UTI na rede pública saltassem de 30% de ocupação na sexta-feira (15) para 50% nesta segunda-feira (18). A informação foi dada pelo prefeito Dr. Aluízio dos Santos em entrevista coletiva por videoconferência, na qual ele descartou a possibilidade no dia de hoje (segunda, 18) de lockdown, mas afirmou que é possível que a medida seja tomada caso a ocupação dos leitos em centro de terapia intensiva pública chegue de 60% a 70%.

"Até sexta-feira eram 11 doentes internados (em leitos de UTI na rede pública), hoje são 18, um aumento preocupante. Tomamos as definições da pandemia a cada dia, se chegarmos a 60%, a 70% dos leitos ocupados em terapia intensiva teremos que ser mais drásticos e fazer um freio de arrumação", destacou o prefeito, frisando que dentro da lógica global epidemiológica, Macaé está no caso de atenção, um antes da emergência.

Dr. Aluízio ressaltou que a rede pública está mudando o conceito que preconizava para quem estava com febre e cansaço ficar em casa. "A gente precisa encontrar o paciente no máximo no quinto dia de doença, um paciente com cinco dias de febre, cinco dias de cansaço. Essa pessoa tem que ir ao Centro do Coronavírus porque se ela só for no sétimo dia, vai chegar mal. Se você está três dias com febre, precisa procurar ajuda", disse, acrescentando que começarão a ser realizados testes sorológicos nesta terça-feira (19) nas barreiras sanitárias dentro de Macaé.

Ele lembrou do funcionamento da Casa de Quarentena, no Hotel de Deus, que disponibiliza cem leitos para quem não tem condição de se isolar dentro de casa. Dr. Aluízio externou sua preocupação com a perda do controle do isolamento.
"É complicado lidar com pandemia que já dura 60 dias, mas é preciso existir o isolamento social, por isso vamos prorrogar o decreto que suspende as atividades laborais para primeiro de junho", comentou.

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