Prefeito de Macaé descarta flexibilização do comércio até 1° de junho

O município possui 55,5% dos seus leitos da Terapia Intensiva (UTI) do Sistema Único de Saúde (SUS) ocupados de casos do Covid-19

Por O Dia

O município tem 502 casos de coronavírus confirmados, sendo 247 pacientes recuperados e 20 óbitos
O município tem 502 casos de coronavírus confirmados, sendo 247 pacientes recuperados e 20 óbitos -
Macaé - O prefeito de Macaé, Dr. Aluízio dos Santos, reforçou que é que preciso manter o isolamento social com ordenamento e externou sua preocupação com a perda do controle na cidade.
"Todo comércio foi aberto de forma progressiva, temos projeto para ampliar o comércio mas, por ora, Macaé não permite que a gente avance. Nem esta semana e nem semana que vem. Vamos até 1° de junho sem nenhuma atividade laboral em Macaé. Os números não permitem, em sã consciência não dá para abrir mais nada", atestou, observando que, embora a cidade não registre óbito há sete dias, a gravidade dos doentes está alta.

Em 60 dias de funcionamento foram atendidas 8.100 pessoas no Centro de Triagem do Paciente com Coronavírus. Foram realizados 1.022 testes, sendo 40,7% positivos. A taxa de mortalidade foi de 4,67%. Destes óbitos, 90% se referem a pacientes acima de 60 anos com comorbidades. Hoje em Macaé são 476 casos confirmados, 20 óbitos e 230 recuperados. Passaram pela barreira sanitária 216 mil pessoas, cerca de 8,5 mil foram impedidas de entrar em Macaé e 200 pessoas foram encaminhadas para o Centro de Triagem com sintomas.

Dr. Aluizio assinalou que mais cinco mil testes deverão ser realizados neste primeiro momento. O prefeito também agradeceu o apoio do Judiciário e do Ministério Público nas medidas de combate ao coronavírus. "O isolamento social precisa ter o apoio da sociedade, o coronavírus é uma doença de alta complexidade, é uma doença sistêmica que não afeta só os pulmões", reforçou.

O prefeito também fez uma retrospectiva das medidas adotadas contra a proliferação do coronavírus desde que a primeira pessoa, que havia viajado para a Itália, foi detectada com sintomatologia compatível com o coronavírus em Macaé.

"Por volta do dia 15 de março nós ficamos extremamente preocupados. Na verdade nossa preocupação vem desde janeiro, com o evento dos infectologistas para os profissionais de saúde sobre o tema. Houve dois fatos em fevereiro que chamaram nossa atenção de duas pessoas com sintomatologia, com relação Itália e São Paulo. Adiamos o evento sobre o uso medicinal da cannabis e, em seguida, houve o primeiro decreto em Macaé com focos na higiene na escola e suspensão de procedimentos eletivos na saúde para organizar a rede. À tarde suspendemos aulas na rede pública e no dia seguinte, conversamos com a iniciativa privada, que também suspendeu as aulas", relembrou.

Após este primeiro momento, o prefeito se reuniu com a rede hoteleira, com a indústria de óleo e gás e foi criado um projeto inter-hospitalar, organizando fluxo de pessoas. Na semana seguinte foram suspensas todas as todas as atividades laborais em Macaé, permanecendo as atividades essenciais. "Neste processo organizamos o Centro de Controle do Coronavírus e começamos a fazer as barreiras sanitárias, impedindo que quem tem sintomatologia não possa entrar na cidade", enumerou.

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