Iza Vicente, atual vereadora, entre as ex-parlamentares Marilena Garcia e Ivânia Ribeiro. Foto: Ascom/CMM.
MACAÉ - Uma noite de debates, histórias e propostas marcou a audiência pública na Câmara dos Vereadores, realizada na noite de terça-feira (9). "Elas pensam Macaé", contou com o encontro de três gerações de vereadoras macaenses. Devido aos protocolos de segurança, a participação do público ocorreu no chat aberto da transmissão online.
A primeira mulher eleita de toda a região, Marilena Garcia lembrou dos desafios de entrar na política há quase quatro décadas. Ex-vice prefeita, Marilena é autora da lei municipal que destina às mulheres chefes de família 30% das casas construídas pela prefeitura, e da lei que garante atendimento especializado direcionado para adolescentes grávidas.
- Por muitas vezes, tive que me posicionar de maneira firme para ser ouvida. Vi de perto a transformação social, política e econômica de Macaé. Nós, mulheres, somos mais de 50% da sociedade, mas quantas vereadoras, prefeitas, deputadas, governadoras, temos? Quantas vereadoras foram empossadas? Preciso lembrar que a única presidenta deste país sofreu um golpe discriminatório é muito cruel, frisou Marilena Garcia, que enfrenta câncer nos pulmões e lidera as ações de um grupo de voluntários na Unamama em Macaé. Única vereadora da atual Legislatura, Iza Vicente, que presidiu a sessão, falou sobre os desafios de estar na política.
Ivânia Ribeiro, também ex-vereadora, lembrou que a primeira advogada a exercer a função no país foi a macaense Myrthes Gomes de Campos (1875-1965). - Devemos honrar esse legado. Em 1993, como vereadora, não quis comemorar o Dia da Mulher. Em vez disso, decidi lutar porque o nosso papel não é o de submissão. É hora de garantir a nossa independência, de virar o jogo, afirmou.
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