Tallmadge D'Elia foi encontrado morto em sua casaReprodução / Facebook
Por AFP
Publicado 18/05/2018 02:20

Estados Unidos - Um homem morreu na Flórida quando seu cigarro eletrônico explodiu e lançou estilhaços com tanta força que estes alcançaram seu crânio, em um acidente que os defensores desse aparelho atribuem ao uso inapropriado de equipamentos que não estão regulados.

Tallmadge D'Elia, de 38 anos, foi encontrado morto em 5 de maio em sua casa em St. Petersburg, na costa oeste da Flórida, quando os bombeiros entraram em seu quarto em chamas.

O fogo foi provocado pela explosão de seu vaporizador. O homem sofreu impactos de estilhaços no crânio e teve queimaduras em 80% do corpo, segundo o relatório da autópsia, divulgado esta semana. Ele morreu em consequência dos ferimentos.

Vaporização

Cigarro eletrônicoDivulgação / Smok-E Mountain

Fragmentos do cigarro eletrônico mostraram que este era da marca Smok-E Mountain, cujo fabricante tem sede nas Filipinas, segundo o jornal local Tampa Bay Times.

Segundo o relatório forense citado pelo Times, o aparelho era um cigarro eletrônico de uma variedade conhecida como "mod", de "modificação".

"Um 'mod mecânico' não é regulado e funciona simplesmente transportando a energia da bateria a um atomizador", explicou, nesta quinta-feira, Gregory Conley, presidente da American Vaping Association. "Se a bateria de um 'mod mecânico' descarrega demais e o aparelho não tem buracos de ar suficientes para ventilar, existe o risco de explosão", acrescentou o chefe desta ONG, em defesa da vaporização como ferramenta para ajudar os dependentes de tabaco a pararem de fumar.

De acordo com Conley, tais aparelhos modificados são usados por pessoas que praticam o "vaping" como um hobby e que "buscam especificamente produtos não regulados".

Quase 200 acidentes

Cigarro eletrônicoDivulgação / Smok-E Mountain

Segundo um relatório da agência federal americana de gestão de emergências (Fema), entre 2009 e 2016 foram registrados 195 incêndios e explosões vinculados a cigarros eletrônicos nos Estados Unidos, mas nenhum deles tinha causado mortes.

A agência federal de medicamentos (FDA) adverte que os cigarros eletrônicos podem explodir e causar ferimentos graves, indicando que as causas desses incidentes são desconhecidas, mas que algumas evidências sugerem que estão ligados à bateria de lítio.

Você pode gostar

Publicidade

Últimas notícias