EUA retomam as sanções contra o Irã

Governo Trump vai retaliar países que comprarem petróleo do país

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Pompeo anunciou o embargo -

Os Estados Unidos restabeleceram ontem as sanções contra os setores de petróleo e financeiro do Irã, que haviam sido levantadas por Barack Obama, após um acordo para deter o programa nuclear do país.

As medidas preveem retaliações a empresas, inclusive asiáticas ou europeias, que continuem a importar petróleo de Teerã ou mantenham relações comerciais com bancos iranianos. Os Estados Unidos garantiram isenções temporárias a oito países para continuar importando petróleo da República Islâmica, incluindo a Turquia, a China e a Índia.

As sanções ocorrem seis meses após a saída unilateral dos EUA do acordo nuclear com o Irã, cuja assinatura e mediação com os países-membros da ONU renderam o Prêmio Nobel da Paz ao ex-presidente Barack Obama.

Desde que foi eleito, em 2016, Trump trata o acordo publicamente como uma "aberração".

O Irã respondeu em tom desafiador e pediu às Nações Unidas que responsabilize os Estados Unidos por retomar as sanções contra Teerã, qualificando as medidas como ilegais e violatórias a uma resolução do Conselho de Segurança.

Já o premier de Israel, Benjamin Netanyahu, considerou uma "iniciativa histórica" a decisão de Trump de voltar a impor sanções econômicas contra o Irã.

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