Vladimir Putin, presidente da Rússia - AFP
Vladimir Putin, presidente da RússiaAFP
Por O Dia

Moscou - O presidente russo, Vladimir Putin, acusou nesta quinta-feira os Estados Unidos de darem início a uma corrida armamentista.

"Estão desvalorizando o risco de uma guerra nuclear", disse.

Em conferência de imprensa, ele afirmou ainda que os países ocidentais fabricam acusações para conter a "ascensão" e o "desenvolvimento" da Rússia.

Para Putin, estamos diante de um "colapso" do sistema internacional de controle de armas, após o anúncio americano de sua intenção de se retirar do tratado nuclear INF. O presidente russo prometeu desenvolver novas armas se Washington abandonar o acordo, que proíbe a produção de mísseis balísticos com alcance de 5 mil quilômetros.

Ele, no entanto, considerou que a decisão do presidente Donald Trump de retirar as tropas americanas da Síria, anunciada na quarta-feira, era "justa".

"Donald está certo, eu concordo (com a tese de que o Estado Islâmico foi derrotado).

Questionado sobre as sanções ocidentais contra a Rússia, em vigor desde 2014 após a anexação da península ucraniana da Crimeia, Putin assegurou que estavam relacionadas "ao aumento do poder da Rússia".

Em seguida, referindo-se aos escândalos de espionagem e acusações contra o seu país, principalmente o envenenamento na Grã-Bretanha do ex-agente duplo Serguei Skripal, o presidente russo voltou ao mesmo raciocínio.

"O objetivo é simples: restringir o desenvolvimento da Rússia (visto) como um possível concorrente", disse ele.

A Rússia - 12ª economia mundial, segundo o Banco Mundial - deve crescer 1,8% este ano, recuperando-se da recessão que atingiu o país em 2015 e 2016. O objetivo do país é ser, em médio prazo, uma das cinco maiores economias globais.

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