Líder do Banco Mundial anuncia despedida

Presidente do orgão deixa cargo no final de janeiro e CEO assume interinamente

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Yong Kim deve atuar em favor de países em desenvolvimento -

O presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, anunciou ontem que vai antecipar o fim de seu mandato à frente da instituição. Em nota, Yong Kim afirmou que "foi uma grande honra servir como presidente em uma instituição marcante, cheia de indivíduos apaixonados, dedicados à missão de dar fim à pobreza extrema". Com a decisão, o presidente norte-americano, Donald Trump, pode ter influência sobre a escolha do novo líder do Banco Mundial.

Jim Yong Kim, nasceu na Coreia do Sul e aos cinco anos se mudou com a família para os EUA. É médico por formação e desde 1 de julho de 2012 segue à frente do orgão internacional. O mandato de Yong Kim, cujo período é de 6 anos, acaba no fim deste mês, mais de mais de três anos antes do término determinado. Durante o período e,m que esteve à frente do BM, o sul-coreano estabeleceu a meta de eliminar a pobreza extrema até 2030. Em 2018, acatou pedidos do governo Trump e restringiu empréstimos para países de alta renda. Também iniciou uma reestruturação interna no banco, o que gerou muitas críticas de alguns funcionários.

De acordo com uma nota emitida pelo Banco Mundial, o gestor deve atuar em favor de países em desenvolvimento, inclusive voltando a integrar o conselho da ONG que ajudou a fundar, a Partners-in-Health, que oferece assistência médica em áreas mais pobres.

A vaga deixada por Jim Yong Kim será ocupada pela CEO do BM, Kristalina Georgieva, em 1º de fevereiro.

 

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