Serviço de Inteligência da Venezuela prende presidente do Parlamento

Juan Guaidó foi solto cerca de 1 hora depois de ser detido; ainda hoje manifestantes protestaram em Madrid contra Maduro e pediram 'Guaidó presidente'

Por AFP

Opositores protestam em Madrid contra Maduro.
Opositores protestam em Madrid contra Maduro. -

Caracas - O serviço de Inteligência da Venezuela (Sebin) prendeu o presidente do Parlamento controlado pela oposição, Juan Guaidó, neste domingo, quando ele se dirigia para uma reunião aberta do Legislativo - informaram sua esposa e outros parlamentares.

"Denuncio: Sebin detém Juan Guaidó", tuitou a mulher de Guaidó, Fabiana Rosales. A informação foi confirmada por outros deputados que esperavam por ele para a reunião em Caraballeda, no estado de Vargas, a 40 quilômetros de Caracas. A equipe de Guaidó também se pronunciou no Twitter.

Guaidó foi solto após ficar quase uma hora detido pelo Serviço de Inteligência venezuelano. Esposa do presidente do Parlamento seguiu usando o Twitter para dar a informação.

"Agradeço a todos pela imediata reação de apoio ante o atropelo da ditadura contra meu esposo, @JGuaido. Já estou com ele", escreveu no Twitter Fabiana Rosales, esposa de Guaidó.

Manifestações contra Maduro em Madrid

Presidente do Parlamento é detido no mesmo dia que manifestantes fazem protesto em Madrid contra o presidente Nicolás Maduro. Com faixas de "ditador" e "usurpador", um grupo de cerca de 100 venezuelanos repudiou neste domingo, no centro de Madri, o presidente que assumiu um novo mandato não reconhecido pela oposição e por grande parte da comunidade internacional.

"Quem somos nós? Venezuela. O que queremos? Liberdade" e "Maduro ditador" eram algumas das palavras de ordem dos manifestantes na Puerta del Sol, em pleno coração da capital espanhola.

Também gritaram "Guaidó presidente", em apoio à Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional, com uma maioria de oposição, que declarou Maduro "usurpador" depois que o presidente socialista assumiu seu novo mandato de seis anos na última quinta-feira.

"É uma situação difícil. Pedimos ao mundo, agora mais do que nunca, para não nos deixar sozinhos" diante das "máfias que assumem o poder" em Caracas, disse à imprensa o ex-prefeito de Caracas Antonio Ledezma, instalado em Madri desde que fugiu de sua prisão domiciliar no final de 2017.

"O mundo sabe que Maduro não é legítimo, porque não foi eleito, as eleições foram espúrias", afirmou Pedro Ontiveros, um venezuelano de 74 anos, usando um boné e um lenço com as cores da bandeira venezuelana amarelo, azul e vermelho.

Em meio à pior crise econômica da história recente da Venezuela, Maduro foi reeleito em maio em um processo boicotado e denunciado como fraude pelos principais partidos da oposição.

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