Facebook pagou usuários de 13 a 35 anos para monitorar atividade de seus smartphones

Empresa pagou até 20 dólares por mês para obter um acesso 'de raiz' a seus aparelhos. Em comunicado, Facebook disse que não havia 'nada secreto' na iniciativa e que todos os menores de idade assinaram formulários de consentimento dos pais

Por AFP

Erro atingiu centenas de milhões de usuários do Facebook Lite, dezenas de milhões de usuários do Facebook e dezenas de milhares de usuários do Instagram
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Washington - O Facebook pagou usuários, incluindo adolescentes, para monitorar a atividade de seus smartphones, no âmbito de planos para conseguir dados que o ajudassem em seus esforços competitivos, segundo um informe que poderia gerar novas preocupações sobre a privacidade na rede social.

Uma pesquisa, realizada pelo site de notícias TechCrunch, revelou que a iniciativa, inicialmente conhecida como Onavo Project e depois rebatizada como Facebook Research, foi utilizada para coletar dados sobre os hábitos dos usuários.

A notícia poderia representar um problema adicional para o Facebook, que se encontra sob escrutínio público por seu fracasso em tomar medidas enérgicas contra a manipulação de sua plataforma e por ter compartilhado dados privados com seus sócios.

Após a publicação das informações do TechCrunch, o Facebook disse, nesta quarta-feira, que estava encerrando o aplicativo no sistema operativo iOS da Apple, mas não deixou claro se este continuava ativo para os usuários de Android.

Segundo o informe, o aplicativo inicial Onavo foi encerrado por violar a política de privacidade da Apple, e a nova versão também poderia infringir os termos da companhia.

O programa pagou a usuários de 13 a 35 anos até 20 dólares por mês para obter um acesso "de raiz" a seus aparelhos, com o objetivo de monitorar sua localização, o uso de aplicativos, os hábitos de consumo e outras atividades.

Em um comunicado à AFP, o Facebook disse que não havia "nada secreto" nesta iniciativa e que Onavo e Facebook Research eram programas separados.

"Não estava 'espionando' já que todas as pessoas que se inscreveram para participar foram informadas convenientemente, foi pedida a sua autorização e foram pagas", esclarece o comunicado da companhia.

"Menos de 5% das pessoas que decidiram participar desta pesquisa de mercado eram adolescentes. E todos eles assinaram formulários de consentimento dos pais", acrescentou.

 

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