Greve com 14 mil pessoas paralisa Hong Kong em mais uma semana de protestos

Manifestantes de 20 setores se uniram ao movimento. Aeroporto teve centenas de voos cancelados

Por Agência Brasil

A polícia reagiu com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha ao grupo que quebrou o metrô
A polícia reagiu com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha ao grupo que quebrou o metrô -
China - Motoristas, funcionários públicos, comissários de bordo e pilotos, entre outros, decidiram fazer greve, garantindo que telefonariam para dizer que estavam doentes. Assim começou a nona semana consecutiva de protestos em Hong Kong, nesta segunda-feira.

Mais de 14 mil pessoas de 20 setores laborais aderiram aos protestos. Vários ativistas invadiram as principais estações de Metrô, impedindo a partida das composições.

Os distúrbios também se verificaram no aeroporto internacional de Hong Kong, um dos mais movimentados do mundo e mais de 200 voos foram cancelados. A maioria dos voos cancelados é de operadoras locais como a Hong Kong Airlines e a Cathay Pacific.

Entre os manifestantes, encontram-se também funcionários públicos. Por outro lado, várias lojas e serviços também fecharam nesta segunda-feira por conta dos efeitos da paralisação.

A chefe do governo autônomo de Hong Kong, Carrie Lam, disse que os protestos estão empurrando a cidade para uma situação muito perigosa.

Carrie Lam acusa os manifestantes de provocarem a desordem pública num dia de greve geral que paralisou por completo os serviços de transporte.

A polícia de Hong Kong voltou a lançar gás lacrimogêneo sobre a população. Desde que os protestos começaram, há dois meses, já foram detidas mais de 400 manifestantes, que exigem a independência em relação à China.
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