Passageiros usam máscaras ao chegar de Shenzhen a Hong Kong na estação MTR Lo Wu, horas antes do fechamento da fronteira com Lo Wu em Hong Kong - Anthony Wallace/ AFP
Passageiros usam máscaras ao chegar de Shenzhen a Hong Kong na estação MTR Lo Wu, horas antes do fechamento da fronteira com Lo Wu em Hong KongAnthony Wallace/ AFP
Por O Dia
O 13º caso de coronavírus nos Estados Unidos foi diagnosticado nesta segunda-feira em San Diego, segundo o jornal The Wall Street Journal. Autoridades de saúde disseram ao jornal que a vítima, uma mulher, chegou a San Diego depois de ser retirada de Wuhan, cidade chinesa onde a epidemia teve início. De acordo com os últimos números da Organização Mundial da Saúde (OMS) há 42.968 casos confirmados mundialmente, com 1 018 mortes, das quais 1.016 ocorreram na China continental.
Pesquisadores britânicos testam vacina contra novo coronavírus

Um grupo de pesquisadores do Imperial College de Londres é um dos primeiros a realizar testes em camundongos de uma vacina contra o novo coronavírus, na esperança de tê-la disponível até o final do ano - informou um deles à AFP.

"Acabamos de injetar a vacina que geramos a partir de bactérias em camundongos e esperamos, nas próximas semanas, determinar a reação nesses camundongos, no sangue, sua resposta em termos de anticorpos contra o coronavírus", explicou Paul McKay.

A equipe do Imperial College também espera ser a primeira a realizar ensaios clínicos em humanos e obter uma vacina eficaz. Para fazer isso, esses pesquisadores confiam em estudos anteriores sobre a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), iniciada há duas décadas.

"Esperamos ser os primeiros a conduzir testes clínicos em humanos dessa vacina em particular", disse McKay.

"Quando a primeira fase dos testes for concluída, o que pode levar vários meses, poderemos testar imediatamente a eficácia da vacina em pessoas, o que também levará alguns meses. Talvez até o final do ano haja uma vacina viável para humanos", acrescentou.

Pesquisadores de todo mundo empreenderam uma corrida para encontrar uma vacina contra esse vírus. Em geral, este trabalhoso processo leva vários anos, pois deve ser demonstrado que a vacina é segura e eficaz antes de ser produzida em massa.

É uma "corrida colaborativa", acrescenta McKay, garantindo que há uma "troca de informações".

"Assim que sequenciaram o genoma, os chineses o compartilharam livremente com todos, de modo que o lado competitivo provavelmente não existe. Eu diria que é uma corrida colaborativa", insistiu o pesquisador.
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* Com Estadão Conteúdo e AFP