Projeto de lei de estímulo visa combater os efeitos econômicos causados pela pandemia de coronavírus - Win McNamee/Getty Images/AFP
Projeto de lei de estímulo visa combater os efeitos econômicos causados pela pandemia de coronavírusWin McNamee/Getty Images/AFP
Por O Dia
Washington - A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira o pacote de US$ 2 trilhões para estimular a economia do país, em meio à pandemia de coronavírus. A legislação já passou para o Senado e agora segue para sanção do presidente Donald Trump.
Enquanto os Estados Unidos se tornaram o epicentro global da pandemia com 86 mil infecções confirmadas, a Câmara controlada pela oposição democrata votou o maior plano de ajuda econômica da história do país.

Para entrar em vigor, a iniciativa exige a assinatura do presidente Donald Trump, que prometeu promulgá-la rapidamente.

O texto, aprovado por unanimidade (96-0) no Senado, inclui envio de um cheque de US$ 1.200 a americanos de baixa renda, quase US$ 400 bilhões em assistência a pequenas empresas e US$ 500 bilhões em assistência a grandes empresas.
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Um grupo bipartidário de membros da Câmara mantém distanciamento durante discussão sobre lei de estímulo, conhecida como Lei Cares - Win McNamee/Getty Images/AFP


Além disso, US$ 100 bilhões serão enviados a hospitais e US$ 30 bilhões para o financiamento pesquisas sobre vacinas e tratamentos para o Covid-19.

Também amplia dramaticamente o seguro-desemprego, uma ajuda que amortecerá o golpe para os impressionantes 3,3 milhões de pessoas que entraram com pedidos de seguro-desemprego na semana encerrada em 21 de março.

"O povo americano precisa de ajuda agora", disse o legislador democrata Joe Neguse durante o debate na Câmara de Representantes. "Não amanhã, nem na próxima semana, nem no próximo mês. Agora".

O republicano da Câmara, Paul Mitchell, saudou a medida como uma "tábua de salvação crucial" para trabalhadores e pequenas empresas devastadas pelo que ele descreveu como uma crise de saúde "diferente de tudo que aconteceu em 100 anos".

Para a votação, regras de distância foram implementadas entre os legisladores para evitar contágios, o que impediu que muitos estivessem presentes na sala durante o debate.
* Com Estadão Conteúdo ou AFP