Covid-19 já é uma das principais causas de mortes nos EUA

Apesar da alta, ainda é difícil precisar o exato número de mortes por covid-19 devido à baixa testagem no começo da pandemia

Por ESTADÃO CONTEÚDO , Estadão Conteúdo

Imagem digitalizada do coronavírus
Imagem digitalizada do coronavírus -
Segundo dados do governo americano obtidos pelo jornal The Wall Street Journal, a covid-19 já está entre as principais causas de mortes nos Estados Unidos, especialmente entre homens de meia-idade, brancos e negros. Em abril, o número total de mortes nos Estados Unidos cresceu em 30% na comparação com a média do mesmo mês em anos anteriores. Apesar da alta, ainda é difícil precisar o exato número de mortes por covid-19 devido à baixa testagem no começo da pandemia, o que significa que muitas pessoas podem ter morrido sem que testes tenham sido feitos.

Segundo o jornal americano, em semanas recentes a covid-19 se tornou a principal motivo de mortes no país. As vítimas fatais mais comuns da doença causada pelo novo coronavírus são homens entre 45 e 74 anos, além de mulheres negras de idade avançada.

As mortes por covid-19 são muito mais numerosas nos Estados Unidos do que as causadas por gripe, pneumonia e suicídio, por exemplo, se aproximam agora do total de mortes causadas por problemas cardíacos e câncer.

Na atualização mais recente feita pelo Centro de Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês) americano, feita ontem, 14, 83 947 pessoas já morreram nos Estados Unidos por causa da covid-19, um crescimento de 1.701 mortes em relação ao dia anterior.

Os dados compilados a partir das informações do governo e divulgados pelo Wall Street Journal, no entanto, ainda estão incompletos e apresentam somente 54 mil óbitos em decorrência da doença.

Globalmente, segundo compilação feita pela Universidade Johns Hopkins, também dos EUA, quase 305 mil mortes ocorreram por covid-19 em um universo de 4,5 milhões de infecções. Na contagem da universidade, os Estados Unidos lideram tanto o ranking de mortos, com 86.386 óbitos, quanto o de contaminações, com 1,42 milhão de infectados desde o começo da pandemia.

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