Enfermeira revela que jovens têm ido a festas para pegar covid-19 de propósito

Segundo ela, alguns pacientes disseram ter participado de 'festas do coronavírus' apenas para contrair a doença e ficarem imunes

Por iG

Estudos não garantem imunidade à covid-19 para aqueles que já se contaminaram uma vez
Estudos não garantem imunidade à covid-19 para aqueles que já se contaminaram uma vez -
Estados Unidos - Em meio à pandemia da covid-19, uma enfermeira de um hospital localizado no estado norte-americano da Carolina do Norte fez um relato surpreendente: muitos jovens estão participando das chamadas "CoronaFests", com a intenção de pegar a doença propositalmente.

"Nos últimos dias, ouvi relatos de muitos pacientes e de conhecidos que estão indo nesses eventos, que ficaram conhecidos como 'festas do coronavírus', porque acreditam que irão desenvolver imunidade caso contraiam o vírus", afirmou Yolanda Enrich, enfermeira do Centro Médico Novant Health Rosyth, em entrevista à NBC.
Segundo ela, a situação tem sido comum entre os pacientes mais jovens. Os relatos mostram que o principal objetivo é desenvolver anticorpos para a doença e não precisar mais se preocupar com precauções e medidas de distanciamento. "Eles estão saindo e realmente tentando pegar o vírus . Para isso, tentam aumentar suas chances de exposição ao frequentar festas e encontros. É uma tendência que nos deixa muito preocupados", complementou.
Entretanto, tal postura não é garantia de imunidade . Até o momento, alguns estudos foram realizados sobre o tema, mas ainda não é possível garantir que os pacientes infectados uma vez pela covid-19 não serão atingidos novamente. Ou seja, não há como prever que os anticorpos realmente impossibilitarão uma nova infecção.
"Nós não queremos que ninguém pegue a doença de propósito. Isso vai contra tudo o que está sendo divulgado. Um dos motivos pelos quais é necessário manter a taxa de contágio baixa é que o novo coronavírus não impacta apenas a pessoa infectada, mas todos os que participam de seu convívio", afirma a doutora Mandy Cohen, secretária do Departamento de Saúde e Serviços Sociais da Carolina do Norte.
Tal análise é corroborada também pelo governador Roy Cooper. Segundo ele, tal "conceito idiota" deixa as autoridades de saúde que acompanham o crescimento da doença no estado em alerta: "Você pode matar alguém que ama. Esse é o tipo de atitude irresponsável e completamente inaceitável que ninguém deveria tomar".

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