Tiroteio durante protesto deixa um morto em Seattle

Área é uma zona autônoma, sem policiais

Por AFP , AFP

As pessoas levantam as mãos enquanto protestam no memorial improvisado em homenagem a George Floyd, em 4 de junho de 2020 em Minneapolis, Minnesota
As pessoas levantam as mãos enquanto protestam no memorial improvisado em homenagem a George Floyd, em 4 de junho de 2020 em Minneapolis, Minnesota -
Estados Unidos - Um homem morreu e outro ficou gravemente ferido no sábado em uma "zona autônoma" livre de policiais criada por manifestantes na cidade americana de Seattle, informaram as autoridades.

A área, estabelecida como parte dos protestos nacionais após a morte do afro-americano George Floyd por um policial branco, é frequentemente criticada pelo presidente Donald Trump.

O republicano chama a iniciativa de "desastre" e afirma que as pessoas que estão na área são anarquistas da "esquerda radical".

Por quase duas semanas, manifestantes e ativistas ocuparam o bairro de Capitol Hill, estabelecendo uma área "sem polícias", em um experimento urbano que se desenvolveu em grande parte em um atmosfera festiva.

"Os policiais tentaram localizar uma vítima do tiroteio, mas foram recebidos por uma multidão violenta que impediu o acesso seguro às vítimas", afirmou o Departamento de Polícia de Seattle em comunicado.

A polícia recebeu a informação de que as vítimas foram levadas ao hospital por "médicos" da zona e que uma delas, de 19 anos, faleceu.

A outra vítima permanece no hospital com ferimentos que "ameaçam sua vida", segundo o comunicado.

A polícia afirmou que o atirador ou atiradores estão foragidos e não há descrição de possíveis suspeitos. O jornal Seattle Times informou que as autoridades acreditam que tiroteio não tem conexão com o protesto.

A prefeita de Seattle, Jenny Durkan, defendeu na quinta-feira a área contra a ameaça de intervenção de Trump, enquanto o governador Jay Inslee disse ao presidente que "um homem que é totalmente incapaz de governar deve ficar de fora dos assuntos do estado de Washington".

As autoridades de Seattle negam as informações de que ativistas de esquerda estão por trás do estabelecimento da chamada "zona autônoma"

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