Presidente dos EUA, Donald Trump - AFP
Presidente dos EUA, Donald TrumpAFP
Por AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, respondeu com veemência nesta terça-feira (18) os ataques da ex-primeira-dama Michelle Obama, protagonista da noite de abertura da convenção democrata e poderosa aliada do ex-vice-presidente Joe Biden, seu adversário nas eleições de novembro.
Em seu discurso na véspera, durante a evento virtual para confirmar Biden como candidato à Casa Branca, a ex-primeira-dama disse que Trump é o presidente "errado" para o país e o descreveu como um líder com absoluta "falta de empatia", que não está à altura do desafio da pandemia e da crise econômica associada.
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Trump disse a repórteres na Casa Branca que, se não fosse pelo ex-presidente Barack Obama, ele nem estaria no poder. "Eu estaria em outro lugar construindo edifícios", disse.
Em sua mensagem, a ex-primeira-dama pediu aos americanos que se unam a Biden e votem em 3 de novembro.
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Biden "vai dizer a verdade e vai confiar na ciência", disse ela em um golpe contra Trump, a quem acusou de ignorar os especialistas na gestão da crise do coronavírus, que deixou mais de 170.000 mortos e milhões de desempregados.
A ex-primeira-dama é uma figura muito popular nos Estados Unidos, com grande presença na mídia: ela publicou um livro de memórias de sucesso e atualmente apresenta um podcast.
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"Sempre que olhamos para esta Casa Branca em busca de liderança, conforto ou alguma aparência de estabilidade, o que obtemos é caos, divisão e uma total e absoluta falta de empatia", disse a esposa do ex-presidente Barack Obama, em uma crítica sem precedentes a um presidente em exercício.
Após o discurso de Michelle Obama, a esposa de Biden, Jill, tomou a palavra antes da fala do ex-vice-presidente Bill Clinton.
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Segue o debate sobre o voto por correio 
Trump - que se gabou da força da economia, com índices de desemprego reduzidos até o início da pandemia de coronavírus - afirmou que a situação está melhorando rapidamente.
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"Meu governo e eu construímos a maior economia da história, de qualquer país", tuitou o presidente, embora os Estados Unidos apresentem o balanço mais grave do coronavírus, com mais de 170.000 mortos, e o desemprego supere os 10%.
Na terça-feira, Trump alimentou o debate sobre a votação à distância, declarando que o voto universal por correio seria um "desastre", em meio a uma luta acirrada com os democratas.
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"Isso vai acabar com uma eleição fraudulenta ou nunca vão divulgar o resultado e vão ter que repetir (a votação) e ninguém quer isso", alertou o presidente. Trump ameaçou bloquear fundos adicionais para o serviço postal que os democratas dizem serem necessários para processar milhões de cédulas.
Na tentativa dos democratas de cobrir todo o espectro eleitoral e promover a união, a jovem deputada de origem porto-riquenha Alexandria Ocasio-Cortez falará nesta terça-feira, em meio a uma polêmica, porque só terá 60 segundos para discursar.
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A congressista foi uma das figuras centrais na tentativa do senador progressista Bernie Sanders de obter a indicação que perdeu para Biden, e também é uma figura importante para um eleitorado mais jovem de esquerda.
A programação inclui também uma estrela em ascensão do partido, Stacey Abrams.
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Biden, que fez uma breve aparição na segunda-feira, falará na quinta-feira para aceitar a nomeação. Sua companheira de chapa, Kamala Harris, será a oradora principal na quarta-feira, precedida do discurso do ex-presidente Barack Obama.