Coronavírus - Divulgação
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Por ESTADÃO CONTEÚDO
EUA - A Organização Mundial da Saúde advertiu, nesta segunda-feira (17), que ninguém deve alimentar esperanças de que uma imunidade coletiva permita frear a pandemia do coronavírus. A propósito, ela lembrou que o mundo está longe, ainda, de conseguir tal proteção. "Sabemos que menos de 10% da população mundial apresenta evidências de anticorpos contra o SARS-CoV-2", disse numa entrevista virtual a responsável pelo grupo da OMS dedicado a combater a pandemia, Maria von Kerkhjove.
Constatação é resultado de estudos sorológicos feitos em 40 países, nos quais foram usados "uma variedade de métodos e testes de anticorpos". Na mesma linha de cuidados, o diretor do Departamento de Emergências da OMS, Mike Ryan, disse estar convencido de que "ante a ausência de uma vacina, estamos longe de uma imunidade coletiva" - o que, no caso do covid-19, ocorreria quando grande parte de uma comunidade desenvolva uma imunidade diante da enfermidade, reduzindo o risco de transmissão.
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Maria von Kerkhove explicou ainda que em áreas onde o vírus circulou de forma mais intensa, como pessoal que atua no setor sanitário, os estudos registraram anticorpos entre 20% e 25% da população. ‘"u seja, isso significa que grande parte da população, em todas as regiões do planeta, segue sendo suscetível a infectar-se".
Nacionalismo
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O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu ontem, de sua parte, que se abandone o que chamou de "nacionalismo da vacina" - e informou quer enviou carta a respeito a todos os Estados-membros da OMS.