Multidão ateou fogo em diversos pontos da cidade em protesto contra o incidente - AFP
Multidão ateou fogo em diversos pontos da cidade em protesto contra o incidenteAFP
Por Agência Brasil
Estados Unidos - Protestos irromperam em Kenosha, no estado norte-americano de Wisconsin, depois que a polícia baleou um homem negro aparentemente desarmado várias vezes nas costas, de acordo com o governador, o que levou as autoridades a impor toque de recolher.
O incidente do último domingo poderá agravar a revolta e os protestos contra a brutalidade policial e o racismo nos Estados Unidos (EUA) e no exterior desde a morte de George Floyd, um afro-norte-americano, de 46 anos, que morreu sufocado depois que um policial branco se ajoelhou sobre seu pescoço durante quase 9 minutos no dia 25 de maio.
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A vítima de Kenosha, identificada pelo governador Tony Evers como Jacob Blake, foi hospitalizada em estado grave.
Um vídeo que circula nas redes sociais e foi citado pela imprensa norte-americana mostrou um homem caminhando em direção a um carro e seguido por dois policiais, um dos quais o atinge a bala quando ele abre a porta do veículo.
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Pouco depois, foi ateado fogo em diversos pontos no local por uma multidão que se reuniu para protestar contra o incidente.
Postagens em redes sociais mostraram multidões marchando pelas ruas de Kenosha, cidade de cerca de 100 mil habitantes situada cerca de 100 quilômetros ao norte de Chicago, e atirando coquetéis molotov e tijolos contra policiais.
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A polícia reagiu impondo toque de recolher em toda a cidade até as 7h.
O incidente ocorreu perto das 17h, quando policias respondiam ao que chamaram de "incidente doméstico". A vítima foi levada imediatamente pela polícia a um hospital, de acordo com um comunicado do Departamento de Polícia de Kenosha, que não deu mais nenhuma explicação sobre o que levou aos disparos.
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O Departamento de Justiça do Wisconsin disse nesta segunda-feira de manhã que os agentes envolvidos no caso estão em licença administrativa.
A Divisão de Investigação Criminal do estado informou que pretende apresentar um relatório aos procuradores dentro de 30 dias, de acordo com matérias veiculadas na imprensa.
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Em um tuíte, o governador Tony Evers disse que Blake foi "baleado nas costas diversas vezes em plena luz do dia", acrescentando: "Somos contra o uso excessivo da força e da escalada imediata ao se lidar com moradores negros do Wisconsin.