Publicado 20/08/2020 12:52
Berlim - A ativista sueca e figura do movimento pelo clima, Greta Thunberg, se reuniu nesta quinta-feira com a chanceler alemã Angela Merkel em Berlim, após denunciar "a inação polÃtica" e a negação dos Estados diante das mudanças climáticas.
Merkel, cujo paÃs ocupa a presidência da União Europeia, recebeu a jovem ativista em um momento em que ela cumpre dois anos de mobilização pelo clima.
O encontro foi solicitado por Greta Thunberg e outros membros de seu movimento que a acompanharam na reunião, Luisa Neubauer (Alemanha), assim como Anuna de Wever e Adélaide Charlier (Bélgica). A chanceler afirmou estar feliz por recebê-los.
"A UE deve finalmente agir, a Alemanha deve tomar a iniciativa: os investimentos em combustÃveis fósseis devem parar, o ecocÃdio deve se tornar um crime passÃvel de punição", pediu Greta Thunberg em uma carta aberta assinada por vários ativistas do clima.
"Quando se trata de agir, sempre estamos em um estado de negação. A crise climática e ecológica nunca foi tratada como uma crise", denunciam os ativistas na carta, publicada pelo jornal britânico The Guardian e pelo alemão Der Spiegel.
"Diremos a Merkel que é necessário enfrentar a emergência climática, ainda mais porque a Alemanha agora ocupa a presidência do Conselho da União Europeia", acrescentaram os ativistas, convencidos de que "a Europa tem a responsabilidade de agir".
Este encontro ocorre dois anos após o inÃcio da mobilização da jovem sueca que, então com 15 anos, protestava todos dia em frente ao parlamento de seu paÃs.
Desde então, sua mobilização alcançou muitos paÃses, com as manifestações semanais "Fridays for Future" ("Sextas-feiras pelo Futuro").
Apesar dessas mobilizações, "ainda perdemos dois anos cruciais devido à inação polÃtica", lamentaram os militantes, pedindo aos paÃses que detenham urgentemente todos os investimentos em combustÃveis fósseis.
"A distância entre o que deverÃamos fazer e o que realmente está sendo feito cresce a cada minuto", acrescentaram.
A Alemanha continua dependente em grande parte do carvão, devido ao seu abandono progressivo da energia nuclear após a catástrofe de Fukushima em 2011.
No entanto, graças à baixa atividade consequente do coronavÃrus, o paÃs poderia alcançar sua meta de reduzir suas emissões em 40% em relação ao nÃvel dos anos 90.
A Alemanha pretende abandonar a produção de eletricidade a partir do carvão antes de 2038, uma data que os ativistas climáticos consideram tarde demais.
Este encontro ocorre dois anos após o inÃcio da mobilização da jovem sueca que, então com 15 anos, protestava todos dia em frente ao parlamento de seu paÃs.
Desde então, sua mobilização alcançou muitos paÃses, com as manifestações semanais "Fridays for Future" ("Sextas-feiras pelo Futuro").
Apesar dessas mobilizações, "ainda perdemos dois anos cruciais devido à inação polÃtica", lamentaram os militantes, pedindo aos paÃses que detenham urgentemente todos os investimentos em combustÃveis fósseis.
"A distância entre o que deverÃamos fazer e o que realmente está sendo feito cresce a cada minuto", acrescentaram.
A Alemanha continua dependente em grande parte do carvão, devido ao seu abandono progressivo da energia nuclear após a catástrofe de Fukushima em 2011.
No entanto, graças à baixa atividade consequente do coronavÃrus, o paÃs poderia alcançar sua meta de reduzir suas emissões em 40% em relação ao nÃvel dos anos 90.
A Alemanha pretende abandonar a produção de eletricidade a partir do carvão antes de 2038, uma data que os ativistas climáticos consideram tarde demais.
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