Alexei Navalny, 44, passou mal em voo doméstico - AFP
Alexei Navalny, 44, passou mal em voo domésticoAFP
Por AFP
Russia  - A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, exigiu nesta terça-feira uma "investigação profunda, transparente, independente e imparcial" por parte das autoridades russas sobre o "crime muito grave" cometido contra o opositor Alexei Navalny, envenenado na Rússia.
Citada em um comunicado, Bachelet disse que "negar a necessidade de uma investigação completa, independente, imparcial e transparente sobre essa tentativa de assassinato não constitui uma resposta adequada".
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"Cabe às autoridades russas investigar em profundidade quem foi o responsável por este crime muito grave cometido em solo russo", acrescentou.

Bachelet disse ainda que agentes neurotóxicos como o Novichok - que especialistas alemães afirmam ter sido usado para envenenar Navalny - e Polônio-210 são substâncias sofisticadas extremamente difíceis de se obter.

"Isso levanta muitas questões", apontou.

"Por que usar substâncias como essas? Quem as usa? Como as conseguiram?", completou.

Ao ser questionado sobre os culpados, durante uma entrevista coletiva da ONU, em Genebra, o porta-voz de Bachelet, Rupert Colville, disse que "não estar em posição de fazer acusações diretas".
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Navalny, um advogado de 44 anos tornou-se o principal opositor do Kremlin, e suas publicações sobre a corrupção das elites russas recebem bastante visualizações nas redes sociais.
Ele está sendo tratado em Berlim, após ser transferido da Sibéria, na Rússia. A Alemanha e outros países ocidentais acusam as autoridades russas de envenenamento.  

O Novichok é um agente neurotóxico projetado na época soviética para uso militar. As autoridades russas negam qualquer envolvimento neste episódio.