Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro - Federico Parra / AFP
Presidente da Venezuela, Nicolás MaduroFederico Parra / AFP
Por AFP
Caracas - A Venezuela denunciou, nesta quinta-feira, que um navio de guerra dos Estados Unidos se aproximou de 16,1 milhas náuticas (cerca de 30 km) de sua costa, e qualificou o movimento como um "ato deliberado de provocação".
Em nota divulgada pelo ministro venezuelano das Relações Exteriores, Jorge Arreaza, o governo de Nicolás Maduro acusa o Comando Sul dos Estados Unidos de "intenções intimidadoras", ao posicionar o destróier de mísseis teleguiados "USS William P. Lawrence" (DDG-110) "na Zona Venezuelana contígua, a uma distância de 16,1 milhas náuticas da costa venezuelana".
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"Trata-se, claramente, de um ato deliberado de provocação, bastante errático e infantil", acrescentou.
A Zona Contígua se estende por até 24 milhas náuticas (44 km) da costa e, de acordo com a ONU, um país tem jurisdição em questões alfandegárias, tributárias, de imigração, ou de saúde, nessa área.
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O limite do mar territorial, por sua vez, é de 12 milhas náuticas (22 km).
Em comunicação com as autoridades venezuelanas, a tripulação do navio alegou ter realizado "operações de patrulha contra o narcotráfico".
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A Venezuela tem denunciado, frequentemente, a presença de embarcações militares dos Estados Unidos nas proximidades de sua costa.
Em 16 de julho, o governo venezuelano relatou que o "USS Pinckney" entrou "de maneira furtiva" na Zona Contígua da Venezuela, o que, à época, também foi descrito como "provocação".
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Washington desconhece o segundo mandato de Maduro, por considerá-lo fruto de eleições fraudulentas, e aceita como presidente encarregado da Venezuela o líder parlamentar da oposição Juan Guaidó.