Por AFP
Washington, Estados Unidos - Apesar de Joe Biden ter sido declarado o vencedor das eleições presidenciais no sábado pela imprensa americana, nesta segunda-feira (9) quatro estados ainda definem seus resultados: Carolina do Norte, Geórgia, Arizona e Alasca.

Cada estado fornece um determinado número de delegados ao Colégio Eleitoral. Com os já atribuídos, o candidato democrata possui atualmente 279 delegados, acima do mínimo de 270 necessários para chegar à Casa Branca.

Seu rival, o presidente Donald Trump, tem apenas 214.

Arizona
Atribui 11 delegados. Joe Biden registrou lá 49,5% dos votos, contra 49% de Donald Trump, uma pequena diferença de 16.985 votos, segundo a apuração de 98% das cédulas.

O canal Fox News e a agência de notícias americana Associated Press (AP) divulgaram na noite de 3 a 4 de novembro que o democrata havia vencido neste estado, desencadeando a ira de Trump.

A equipe do presidente considerou o anúncio prematuro e pediu à Fox News que se retratasse, sem sucesso.

Outros veículos, como o New York Times e a CNN, tiveram cuidado para não declarar um ganhador neste estado-chave, que tradicionalmente se inclina para os republicanos.

Geórgia
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Neste estado do sudeste do país que desde 1996 sempre optou pelos republicanos, há 16 delegados em jogo.

Com mais de 98% dos votos apurados, Biden está à frente desde a noite de 5 de novembro, com mais de 10.350 votos de diferença em seu favor, chegando a um total de 49,5% dos votos, contra 49,3% para o presidente.

Carolina do Norte
Há 15 delegados em jogo neste estado do sudeste tradicionalmente republicano.
Com 98% dos votos contados, Trump está na frente de Biden por cerca de 75.000 votos (50 a 48,6%).

Alasca
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Concede três delegados. Apenas 56% dos votos foram contados, mas a vitória de Trump é praticamente um fato: conta já com 62,9% dos votos.


Nenhum democrata ganha este estado há décadas.

306 delegados?
Se Joe Biden ganhar Arizona e Geórgia, como algumas projeções indicam, terá reunido 306 delegados sobre 538, o mesmo número que obteve Donald Trump quando derrotou Hillary Clinton em 2016.