A vacinação será feita de acordo com uma ordem de prioridades  - Divulgação/Douglas Macedo
A vacinação será feita de acordo com uma ordem de prioridades Divulgação/Douglas Macedo
Por O Dia
Londres, Reino Unido - O ministro da Saúde, Matt Hancock, anunciou neste domingo que a vacinação contra covid-19 começa nesta terça-feira. "É um momento histórico", destacou o ministro. No total, o governo britânico pediu 40 milhões de doses desta vacina, suficientes para 20 milhões de pessoas, porque cada indivíduo deve receber duas doses com 21 dias de diferença. Durante o fim de semana, 50 hospitais começaram a receber a primeira entrega de 800 mil doses enviadas da fábrica da Pfizer, na cidade belga de Puurs.
A quantidade total de doses representa menos de um terço de sua população (66,5 milhões), mas o Reino Unido conta com a autorização em breve de outras vacinas, especialmente a britânica da AstraZenaca/Oxford, para abranger toda a população.
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A vacinação será feita de acordo com uma ordem de prioridades que começa com residentes e trabalhadores dos lares de idosos, profissionais de saúde e maiores de 80 anos em um segundo tempo. Depois, seguirá pelas faixas etárias regressivas até os maiores de 50 anos.
Campanha em hospitais

Em um primeiro momento, a campanha será implementada apenas em hospitais, devido à necessidade de manter a vacina a uma temperatura muito baixa, entre -70ºC e -80ºC. Depois, serão estabelecidos 1.000 centros de vacinação, desde ambulatórios a poliesportivos.

"Saber que estão aqui e que estamos entre os primeiros do país a receber a vacina e, portanto, os primeiros do mundo, é simplesmente incrível", afirmou Louise Coughlan, farmacêutica-chefe do hospital universitário de Croydon, no sul de Londres.

No entanto, as autoridades já alertaram que o grosso da campanha será realizado em 2021. O Executivo espera vacinar todas as pessoas vulneráveis até abril, mas isso dependerá do ritmo com que as próximas entregas da vacina vão chegar.

Será "uma corrida de distância e não de velocidade" alertou o diretor-médico da saúde pública britânica, Stephen Powis.
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Últimos preparativos
Nesta segunda-feira, o país realiza os últimos preparativos para dar início à primeira campanha de vacinação contra o coronavírus feita em um país ocidental, alertando que será "mais uma corrida de distância do que de velocidade".

País mais castigado da Europa pela pandemia, com mais de 61.000 mortes confirmadas, o Reino Unido é o primeiro do mundo cujo órgão regulador autorizou o uso da vacina desenvolvida pelo laboratório americano Pfizer e o alemão BioNTech.

*Com informações da AFP