Foi solicitado um "sequenciamento" do vírus que contagiou o cidadão francês ao Centro Nacional de Referência de Vírus e Infecções Respiratórias (CNR), que confirmou nesta sexta (25) a infecção por esta variante - Divulgação
Foi solicitado um "sequenciamento" do vírus que contagiou o cidadão francês ao Centro Nacional de Referência de Vírus e Infecções Respiratórias (CNR), que confirmou nesta sexta (25) a infecção por esta varianteDivulgação
Por AFP
Joanesburgo, África do Sul - A África do Sul, o país mais afetado pela pandemia no continente africano, enfrenta agora a "segunda onda" de covid-19, anunciou nesta quarta-feira (9) o ministro da Saúde em um comunicado.

"Esta noite, anunciamos que a África do Sul experimenta uma segunda onda", declarou Zweli Mkhize.

O ministro explicou que as autoridades sanitárias sul-africanas se baseiam em "critérios formulados por nossos cientistas e nossas equipes de modelização", e ressaltou que o país superou os 6.000 novos casos registrados em um dia, com 6.709 contágios detectados em 24 horas.

A maioria dos novos casos foi identificada na região do Cabo (sul) e no sudeste, acrescentou.

Os testes positivos são 18%, "acima do limite desejável de 10%", destacou.

E em algumas regiões esperam-se "cifras em alta rápida, com um pico mais importante do que na primeira onda", pontuou.

A primeira onda, que começou em março, alcançou seu pico em julho com 12.000 casos diários.

Nos últimos dias, diz o ministro, o grupo das pessoas com idades entre 15 e 19 anos são as mais infectadas, por causa das festas de fim de ano sem medidas de proteção.

As infecções circulam rapidamente, pois os adolescentes "circulam muito e são assintomáticos", advertiu.

Nas últimas 24 horas, o país registrou 135 óbitos, elevando o total de mortos desde o início da pandemia a 22.574.