Benjamin Netanyahu, premiê de Israel - Oded Balilty / AFP
Benjamin Netanyahu, premiê de IsraelOded Balilty / AFP
Por AFP
Jerusalém - As autoridades penitenciárias israelenses anunciaram, neste domingo, que começaram a vacinar contra a covid-19 todos os seus prisioneiros, incluindo os palestinos, após vários pedidos da Justiça, de ONGs e autoridades palestinas.
O ministro israelense de Segurança Pública, Amir Ohana, sugeriu recentemente que os prisioneiros não fossem vacinados, apesar de estar lançando um dispositivo de vacinação em todo o país. Uma medida que o procurador-geral, Avichai Mandelblit, chamou de "ilegal", segundo a imprensa local.
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Autoridades palestinas e ONGs pediram a Israel que vacinasse os 4.400 palestinos detidos nas prisões israelenses, dos quais ao menos 250 contraíram a covid-19, segundo dados do Clube de Prisioneiros Palestinos.
Neste domingo, as autoridades penitenciárias israelenses indicaram em um comunicado que 20 presos foram vacinados com a primeira dose do imunizante, mas não especificaram se eram israelenses ou palestinos.
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O Clube de Prisioneiros Palestinos, por sua vez, disse em nota que três presos palestinos receberam a vacina.
Anteriormente, as autoridades haviam declarado que "após a vacinação da equipe (...), as vacinações dos detidos começarão nas prisões".
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"Isso abrange todos os prisioneiros, sem distinção", confirmou à AFP uma porta-voz da administração penitenciária.
A ONG Human Rights Watch exortou Israel no domingo a vacinar os detidos palestinos e afirmou que o país também tinha a "obrigação", segundo o direito internacional humanitário e como uma potência "ocupante", de "fornecer" vacinas aos 2,8 milhões de palestinos que vivem na Cisjordânia ocupada e aos 2 milhões de palestinos na Faixa de Gaza, um território sob bloqueio israelense.