Xi Jinping, Presidente da República Popular da China - AFP
Xi Jinping, Presidente da República Popular da ChinaAFP
Por AFP
Pequim - As autoridades chinesas parabenizaram, nesta quinta-feira, Joe Biden por sua posse como presidente dos Estados Unidos e parafrasearam parte de seu discurso de posse, pedindo igualmente "unidade" nas relações bilaterais.
"Percebi que o presidente Biden insistiu várias vezes em seu discurso na palavra 'unidade'. Acredito que isso é exatamente o que precisamos atualmente nas relações entre a China e os Estados Unidos", declarou à imprensa a porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Hua Chunying.
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Os laços entre as duas potências mundiais se deterioraram muito ao longo do mandato do republicano Donald Trump, que decidiu travar uma guerra comercial e tecnológica contra a China.
Pouco antes da posse de Biden na quarta-feira em Washington, a China anunciou sanções contra 28 ex-funcionários do governo Trump, incluindo o ex-secretário de Estado Mike Pompeo, que não terão permissão para entrar na China ou em Hong Kong.
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Mas Pequim, que levou dias para reconhecer a vitória do democrata Biden nas eleições de novembro, assegura que deseja iniciar uma nova página em suas relações bilaterais.
"Acredito que a China e os Estados Unidos devem mostrar coragem e sabedoria para se entenderem", disse Hua.
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"É obrigação da China e dos Estados Unidos, como grandes nações que são, e também a esperança da comunidade internacional", acrescentou.
"Se os dois lados cooperarem, os anjos benevolentes vencerão as forças do mal nas relações China-EUA", disse Hua, parafraseando outra parte do discurso de posse de Biden.
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A porta-voz também saudou o retorno dos Estados Unidos ao acordo climático de Paris e à Organização Mundial da Saúde (OMS).
Se o novo governo dos Estados Unidos parece disposto a adotar um tom menos virulento e provocador em suas relações com a China, não suavizará sua política em matéria de direitos humanos, especialmente em relação a Hong Kong e à situação na região chinesa de Xinjiang, onde vive a minoria muçulmana uigur.
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A este respeito, na terça-feira, o novo secretário de Estado de Biden, Antony Blinken, mostrou sua firmeza em um discurso perante o Senado, dizendo que compartilhava da acusação de "genocídio" de Pompeo contra a China por sua política em relação aos uigures.
Ele também reconheceu que o presidente republicano "teve razão em adotar uma posição mais firme" em relação ao gigante asiático.