No final de dezembro, a República Islâmica deu início aos testes clínicos de sua primeira vacina
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No final de dezembro, a República Islâmica deu início aos testes clínicos de sua primeira vacina Reprodução internet
Por AFP
Karaj - Teerã, capital do Irã, revelou nesta segunda-feira (8) seu segundo projeto de vacina anti-covid desenvolvido no país, às vésperas do começo da campanha de vacinação neste país, o mais afetado pela pandemia no Oriente Médio.

"Começaremos os testes nos próximos dias, em uma semana no máximo", afirmou Massud Soleimani, membro do Comitê Nacional de Vacinação iraniano, em coletiva de imprensa.

De acordo com declarações de Soleimani, a vacina "Razi Cov Pars" foi desenvolvida no Instituto Razi para a pesquisa de vacinas e soros, vinculado ao ministério da Agricultura local.

No início da primeira fase dos testes clínicos, "13 voluntários de entre 18 e 55 anos" serão vacinados, acrescentou.

Esta declaração ocorreu um dia após o anúncio do ministro da Saúde iraniano, Said Namaki, enquanto a campanha de vacinação contra a covid-19 com a russa Sputnik V começará na terça-feira.

Os primeiros lotes da vacina russa chegaram em Teerã na quinta-feira e o país aguarda mais dois envios para 18 e 28 de fevereiro, afirmaram funcionários iranianos.

A República islâmica comprou "dois milhões de doses" da Sputnik V, disse no sábado à AFP Kianuche Jahanpur, porta-voz do ministério da Saúde.

"Os profissionais da saúde serão os primeiros a receber a vacina", seguidos pelos idosos e pessoas com doenças crônicas, de acordo com as autoridades.

Além da Sputnik V, o Irã receberá de parte do grupo anglo-sueco AstraZeneca "em fevereiro, 4,2 milhões de doses da vacina mediante o Covax", dispositivo cujo objetivo é proporcionar as doses aos países mais desfavorecidos, segundo Namaki.

A Covid-19 provocou mais de 58.500 mortes sobre 1,4 milhão de pessoas infectadas no Irã, de acordo com o ministério da Saúde.

No final de dezembro, a República Islâmica deu início aos testes clínicos de sua primeira vacina.