Presidente russo Vladimir Putin
Presidente russo Vladimir PutinAFP
Por AFP
Moscou - O presidente russo Vladimir Putin, de 68 anos, foi vacinado nesta terça-feira (23) à noite em privado contra a covid-19, informou seu porta-voz, sem esclarecer qual vacina foi usada.
"Putin foi vacinado contra o coronavírus. Se sente bem. Amanhã terá um dia de trabalho completo", afirmou Dmitry Peskov, citado pela agência de notícias russa Ria-Novosti.
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No entanto, Peskov não especificou qual vacina Putin tomou entre as três desenvolvidas na Rússia.
Mais cedo, o porta-voz deixou claro que esta vacinação tão esperada seria realizada longe dos holofotes.
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"Não a mostraremos, terão que confiar na nossa palavra", destacou, acrescentando que o presidente russo não gosta de ser vacinado "diante das câmeras".
Dmitry Peskov também se negou a dizer se Putin seria vacinado com a Sputnik V, o imunizante símbolo de Moscou, ou com alguma das outras vacinas desenvolvidas no país.
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Vladimir Putin havia prometido na segunda-feira que se vacinaria no dia seguinte, um anúncio longamente esperado depois de já ter feito uma promessa em dezembro passado neste sentido, quando teve início em seu país a campanha de imunização da população.
Muitos dirigentes políticos de todo o mundo foram vacinados contra a covid-19, inclusive o presidente americano, Joe Biden, o papa Francisco e a rainha Elizabeth II.
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Alguns o fizeram diante das câmeras, como uma mensagem de confiança na ciência dirigida a seus concidadãos.
Apesar do êxito anunciado de sua vacina, a Sputnik V, aprovada por 56 países, a Rússia luta para vacinar sua população, grande parte da qual se mantém desconfiada.
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Até agora, apenas 4 milhões de russos receberam as duas doses da vacina e outros 2 milhões, a primeira. Isto representa apenas 4% da população russa, longe das taxas alcançadas nos Estados Unidos e no Reino Unido.
Segundo uma pesquisa publicada no começo de março pelo centro independente Levada, quase dois terços dos russos pensam que a covid-19 é uma "arma biológica" fabricada pelo homem e 62% dos entrevistados dizem não estar dispostos a se vacinar.