Marinha indonésia busca submarino desaparecido com 53 a bordo
Marinha indonésia busca submarino desaparecido com 53 a bordoAFP/ Indonesia Military
Por AFP
A Marinha indonésia anunciou neste domingo (25) que encontrou o submarino que naufragou na costa de Bali, confirmando a morte dos 53 membros da sua tripulação.

O submarino, que havia desaparecido na última quarta-feira, foi encontrado seccionado em três partes no fundo do mar, segundo o chefe do Estado-Maior da Marinha, Yudo Margono.

Por sua vez, o comandante das Forças Armadas da Indonésia, Hadi Tjahjanto, confirmou aos jornalistas que "todos os 53 tripulantes morreram".
Submarino
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O 'KRI Nanggala 402', fabricado na Alemanha, solicitou autorização para submergir na quarta-feira pela manhã no âmbito de manobras militares e desapareceu. O arquipélago do Sudeste Asiático - sem capacidades para conduzir sozinho a operação de resgate - recorreu à ajuda de outros países.

Os Estados Unidos enviaram uma equipe de resgate para ajudar e a Austrália também enviou dois navios para a área. A Indonésia não registrou incidentes graves relacionados com seus submersíveis, mas outros países sofreram acidentes deste tipo.
A Marinha havia estimado que a tripulação teria oxigênio para sobreviver 72 horas em caso de pane elétrica, mas esse prazo terminou esta manhã, tornando muito improvável que haja sobreviventes. 
Centenas de militares e cerca de 20 embarcações foram mobilizados para localizar o "KRI Nanggala 402".

Os objetos recuperados "não poderiam ter saído do submarino sem uma pressão externa ou sem danos em seu sistema de lança-torpedos", explicou o porta-voz da Marinha.

Entre os objetos recuperados está um fragmento do sistema de torpedos e uma garrafa de lubrificante usado para o periscópio do submarino. Também foi encontrada uma almofada de oração utilizada pelos muçulmanos. Além disso, foi detectada uma mancha de óleo na área onde o submarino naufragou, sugerindo o rompimento de um tanque de combustível.

Esta mancha de combustível é um "mau sinal", comentou o vice-almirante francês Jean Louis Vichot, ex-comandante de submarinos nucleares estratégicos (SNLE). "Esse diesel fica guardado em tanques, fora e dentro. Se o casco rompe, os tanques rompem e o diesel vem à superfície", explicou à AFP.

As autoridades militares anunciaram que o submersível poderia ter afundado a cerca de 700 metros, uma profundidade maior do que aquela que o submarino, fabricado há 40 anos, poderia suportar. Esse tipo de submarino foi projetado para suportar pressões de até 300 ou 400 metros de profundidade.