Parlasul apoia Argentina em disputa com fundos especulativos

Apoio acontece no momento em que uma delegação argentina se reúne com um mediador designado pela Justiça americana para buscar um entendimento com esses fundos

Por parroyo

O Parlamento do Mercosul (Parlasul) emitiu nesta segunda-feira uma declaração de apoio e solidariedade à Argentina na disputa legal que o país mantém com fundos especulativos.

A declaração do Parlasul acontece no momento em que uma delegação argentina, liderada pelo ministro da Economia, Axel Kicillof, reúne-se com um mediador designado pela Justiça americana para buscar um entendimento com esses fundos.

O Parlasul declarou "sua solidariedade" e "respaldo a uma solução que não comprometa o amplo processo de reestruturação de sua dívida soberana (argentina), rejeitando o comportamento de agentes especulativos que põem em risco os acordos alcançados entre países endividados e credores, afetando a estabilidade financeira global".

Uma decisão da Suprema Corte americana determinou que a Argentina não pode efetuar novos pagamentos aos credores que participam da reestruturação da sua dívida (93% do total) até que os 7% dos credores que não aceitaram a reestruturação da dívida também sejam pagos.

Na semana passada, os chanceleres da Organização dos Estados Americanos (OEA) apoiaram a Argentina em uma declaração que teve a abstenção do Canadá e a rejeição dos Estados Unidos. Outros blocos como a Unasul, Mercosul e o G77+China também se solidarizaram com o país.

O Parlamento do Mercosul conta com a representação dos cinco países membros do Mercosul: Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela.

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